olhardigital

Maior gêiser ácido da Terra volta a entrar em erupção após 6 anos de inatividade

Gêiser Echinus Retorna à Atividade Após Seis Anos

Um gigante da natureza despertou. Depois de seis anos de inatividade, o gêiser Echinus, situado na Bacia de Gêiseres Norris, no Parque Nacional de Yellowstone, EUA, voltou a entrar em erupção no mês passado. O fenômeno lançou água quente e fluidos levemente ácidos a alturas de até nove metros.

A reativação é notável por se tratar do maior gêiser ácido do mundo, um fenômeno raro. Normalmente, a água ácida corrói as rochas que formam os canais subterrâneos, mas no caso do Echinus, a acidez resulta da mistura de gases ácidos com águas neutras, o que diminui o seu efeito erosivo.

Características da Erupção

Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que a composição química do gêiser gera efeitos visuais impressionantes. A piscina principal, com cerca de 20 metros de diâmetro, é rodeada por tons avermelhados, resultantes da presença de ferro, alumínio e arsênio.

Embora a água seja classificada como ácida, seu nível de acidez é comparável ao do suco de laranja ou do vinagre, apresentando baixa periculosidade química. O principal risco, no entanto, é a temperatura, que pode ultrapassar 93 graus Celsius, suficiente para causar queimaduras severas em poucos segundos.

A Bacia de Gêiseres Norris

A Bacia de Gêiseres Norris também abriga o Steamboat, conhecido como o gêiser ativo mais alto do mundo. Essa área é uma das mais quentes e dinâmicas de Yellowstone, devido à intensa atividade geotérmica.

Histórico de Atividade do Echinus

Geólogos acreditam que o gêiser Echinus esteve inativo ou com erupções esporádicas até 1948. Durante a década de 1970, ele apresentou um padrão regular de erupções, com intervalos que variavam entre 40 e 80 minutos. A atividade aumentou nas décadas seguintes, com algumas erupções durando mais de 90 minutos.

No início dos anos 2000, a atividade do Echinus começou a diminuir, mas teve um retorno significativo no outono de 2017, com erupções ocorrendo a cada duas ou três horas entre 18 de outubro e 10 de novembro. Após esse período, a frequência caiu drasticamente, com apenas algumas erupções registradas nos anos seguintes.

O retorno ao ciclo de erupções em 2026 começou em fevereiro, quando a superfície da piscina mostrou agitações e um aumento no fluxo de água. A partir do dia 16, as erupções tornaram-se mais frequentes, ocorrendo a cada duas a cinco horas, com duração de dois a três minutos.

Acompanhamento da Atividade

Para quem deseja acompanhar a atividade do Echinus, o site do Observatório de Vulcões de Yellowstone disponibiliza gráficos de temperatura que indicam o momento das erupções. Picos de temperatura de aproximadamente 70℃ sinalizam erupções, enquanto picos em torno de 40℃ correspondem a surtos de água.

A expectativa é que as erupções não se estendam até a movimentada temporada de verão, recomendando-se, portanto, que a observação seja feita enquanto a atividade continua.


← Voltar para as notícias