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Mãe e filha descobrem maior colônia de corais do mundo na costa australiana

Descoberta de Colônia de Corais na Austrália

Uma equipe composta por mãe e filha fez uma descoberta significativa ao identificar a maior colônia de corais já registrada no mundo, situada na Grande Barreira de Corais, na costa da Austrália.

Com aproximadamente 111 metros de comprimento, equivalente a um campo de futebol, a colônia ocupa cerca de 3.973 metros quadrados. As informações foram divulgadas pela organização de conservação Citizens of the Reef na terça-feira, 24.

Esse achado é considerado uma das estruturas de coral mais significativas da Grande Barreira e a maior já documentada globalmente.

A colônia foi descoberta no final do ano passado por Sophie Kalkowski-Pope, coordenadora de operações marinhas da Citizens of the Reef, e sua mãe, Jan Pope, uma mergulhadora experiente e fotógrafa subaquática.

Após um mergulho anterior no local, Jan percebeu que havia encontrado algo especial. Elas retornaram com equipamentos para medições.

"Assim que entramos na água, reconheci imediatamente a importância do que estávamos observando", declarou Kalkowski-Pope. Juntas, elas registraram um vídeo enquanto nadavam pela colônia em formato de J. "Levei três minutos de vídeo apenas para cruzar de um lado ao outro", completou.

O tamanho do coral Pavona clavus foi medido manualmente e através de imagens de alta resolução capturadas de plataformas na superfície.

Esses dados foram utilizados para criar um modelo 3D do coral, conforme relatado pela Citizens of the Reef. Tal modelagem é importante para monitorar as mudanças na colônia ao longo do tempo, permitindo comparações diretas nos próximos meses e anos.

O local da colônia se destaca por ter correntes de maré fortes e baixa exposição a ondas ciclônicas tropicais, fatores que os cientistas estão analisando para entender a razão da existência dessa estrutura coralina tão grande.

A localização exata não foi divulgada para evitar impactos não intencionais, conforme informado pela organização.

A Grande Barreira de Corais é a maior estrutura viva do planeta, abrigando uma diversidade de espécies. Contudo, nos últimos anos, a região enfrentou eventos de branqueamento em massa, que transformaram as cores vibrantes de partes do recife em um tom branco.

Globalmente, mais de 80% dos recifes oceânicos estão sendo afetados por um evento de branqueamento que começou em 2023, devido a temperaturas marítimas excepcionalmente altas. O branqueamento é fatal, pois os corais perdem as algas que vivem em seu interior e que servem como fonte de alimento.

O projeto Citizens of the Reef é parte dos esforços de conservação destinados a proteger a Grande Barreira. A dupla mãe e filha estava realizando um levantamento na área a partir do barco da família, como parte do Great Reef Census, uma iniciativa que envolve mais de 100 embarcações para coletar imagens da Grande Barreira.

"O Grande Censo dos Recifes nos ajuda a identificar as principais fontes de recuperação dos recifes, permitindo que cientistas e gestores direcionem melhor seus esforços de proteção", afirmou Pete Mumby, do Laboratório de Ecologia Espacial Marinha da Universidade de Queensland.

A iniciativa visa mobilizar o "poder popular" para fortalecer os esforços de conservação, conforme destacado por Andy Ridley, CEO da Citizens of the Reef.

"O Censo dos Grandes Recifes foi criado para complementar programas de monitoramento existentes, coletando dados em larga escala", acrescentou.

Michael Sweet, professor de ecologia molecular da Universidade de Derby, na Inglaterra, comentou que esta colônia é a maior que já viu. Ele ressaltou que, em um período em que muitos corais enfrentam doenças e branqueamento, colônias como a de Pavona superam expectativas e não apenas sobrevivem, mas também prosperam.

Sweet enfatizou a importância da descoberta realizada por cientistas cidadãos. "Isso prova que todos podem contribuir não só para a conservação do planeta, mas também para o monitoramento e documentação de fenômenos impressionantes como essa colônia em uma escala sem precedentes", concluiu.


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