Mãe de Marielle passa mal e deixa plenário do STF aos prantos em julgamento de mandantes
Mãe de Marielle passa mal e deixa plenário do STF aos prantos
A mãe da vereadora Marielle Franco, Marinete da Silva, saiu do plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em estado de desespero e com sinais de mal-estar nesta quarta-feira, 25, durante o segundo dia de julgamento dos mandantes do assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes. Ela recebeu atendimento de bombeiros da instituição.
No momento em que o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, mencionou a delação de Ronnie Lessa – executor confesso do crime – que detalhava o planejamento do assassinato, Marinete foi amparada pela filha, Anielle Franco, que também é ministra da Igualdade Racial. Um bombeiro do STF acompanhou ambas.
Marinete foi atendida por dois bombeiros na antessala do plenário, recebendo suporte emocional de Anielle e da neta Luyara Santos. Ela comentou que o mal-estar pode ter sido causado por um aumento de pressão em decorrência do estresse do julgamento.
As duas permaneceram por mais de quarenta minutos na área externa do plenário. O pai, Antônio Francisco da Silva Neto, ficou assistindo atentamente ao voto de Moraes, saindo rapidamente apenas para verificar como estava a esposa, antes de retornar à sessão.
Na abertura de seu voto, o relator apresentou sua análise sobre as motivações do assassinato de Marielle Franco, votando pela condenação dos quatro réus. Ele destacou que as provas obtidas pela Polícia Federal contra Chiquinho e Domingos Brazão são "coerentes" e "harmonizadas", evidenciando a "motivação" por trás do crime, assim como a "forma de pagamento" do assassinato executado por Lessa.
"Juntaram-se questões políticas, misoginia, racismo e discriminação. Marielle Franco era uma mulher preta e pobre que estava, no popular, desafiando os interesses de milicianos. Qual recado mais forte poderia ser enviado? Na visão misógina e preconceituosa dos mandantes e executores, quem se importaria? 'Vamos eliminá-la e isso não terá grande repercussão'", afirmou Moraes.
← Voltar para as notícias