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Lulinha vai depor sobre sua relação com Careca do INSS

Lulinha prestará depoimento sobre relação com Careca do INSS

A Polícia Federal está se preparando para ouvir Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, a respeito de seu suposto envolvimento no escândalo de desvios bilionários no INSS. Ele é mencionado como ponto de contato do empresário Antônio Camilo Antunes, popularmente denominado Careca do INSS, que é o principal investigado no caso.

As investigações se concentram em uma quadrilha que teria desviado bilhões por meio de descontos fraudulentos aplicados a aposentados e pensionistas. Embora a data do depoimento de Lulinha ainda não esteja definida, a discussão a respeito já começou, uma vez que a PF ainda não possui evidências que possam incriminá-lo.

Fontes próximas à investigação afirmam que, apesar das repetidas menções a Lulinha, não existem provas concretas que o liguem aos crimes associados aos desvios.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), coordena os trabalhos relacionados ao escândalo, que afetou pelo menos 3 milhões de aposentados. Recentemente, surgiram indícios sobre o possível envolvimento de Lulinha com Camilo Antunes.

Em uma medida de proteção, o ministro autorizou o ingresso de um informante no programa de proteção à testemunha, após este ter alegado ter recebido ameaças do Careca do INSS. O informante, Edson Claro, ex-parceiro de Antunes, relatou à PF que ele teria ouvido do empresário que pagava R$ 300.000 mensais a Lulinha em troca de facilidades no governo. Contudo, a PF, segundo ele, não teria registrado essa informação.

O presidente Lula nunca negou as suspeitas sobre o filho e afirmou que, se Lulinha estiver realmente envolvido, ele "vai pagar o preço", ressaltando que "a lei é para todos". Lulinha atualmente reside na Espanha.

Desde dezembro, a cúpula da CPI mista do INSS tem ouvido Edson Claro com o intuito de investigar uma nova suspeita: a tentativa do grupo do Careca do INSS de fechar um negócio milionário junto ao Ministério da Saúde. Segundo Claro, Antunes teria repassado R$ 5 milhões a Lulinha por meio de lobistas para facilitar o acesso ao governo.

Os pagamentos, conforme apontado, teriam sido feitos via Roberta Luchsinger e Danielle Fonteles, esta última ex-proprietária de uma empresa investigada por lavagem de dinheiro na campanha da ex-presidente Dilma Rousseff. Todos os mencionados negam qualquer irregularidade.


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