Fábio Luís Lula da Silva Lulinha (empresário) – Wikipédia, a enciclopédia livre

Lulinha (empresário) – Wikipédia, a enciclopédia livre

Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, nasceu em São Bernardo do Campo no dia 3 de março de 1975. Ele é um empresário e biólogo brasileiro, sendo filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Como o primogênito de Lula e de sua segunda esposa, Marisa Letícia Rocco Casa, Lulinha veio ao mundo pouco antes de seu pai assumir a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Fábio Luís tem dois irmãos, Sandro Luís e Luís Cláudio, além de dois meio-irmãos, Marcos Cláudio e Lurian.

Formou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Paulista (UNIP) e atuou como monitor no Parque Zoológico de São Paulo.

Em março de 2016, o site O Antagonista divulgou uma gravação da Polícia Federal que envolvia uma conversa entre Renata Moreira e Kalil Bittar, sócio de Lulinha. Essa gravação foi utilizada nas investigações sobre o sítio em Atibaia. Depois disso, em maio, Lulinha, Renata e Marisa Letícia processaram a União por danos morais.

No ano de 2004, Fábio Luís, em parceria com os amigos de infância Fernando e Kalil Bittar, fundou a empresa Gamecorp. Esse movimento gerou uma série de matérias e críticas, especialmente da oposição ao governo Lula, que alegava tráfico de influência e favorecimento em relação a recursos públicos.

As críticas aumentaram quando foi revelado que uma parte das ações da Gamecorp foi vendida à Telemar por R$ 5,2 milhões, enquanto o capital social declarado da empresa era de apenas cem mil reais. A Telemar se tornou acionista minoritária após a mediação de Antoninho Trevisan, um amigo próximo de Lula, e a empresa justificou o investimento com projeções econômicas não divulgadas.

A Telemar também fez um investimento adicional de dez milhões de reais na Gamecorp para a produção de programas de televisão.

A jornalista Soninha Francine defendeu Lulinha, afirmando que as acusações eram infundadas e tinham como objetivo prejudicar a imagem do governo. Lula, por sua vez, negou que o sucesso do filho estivesse relacionado à sua posição como pai, comparando-o ao talento do jogador Ronaldinho.

Em 25 de outubro de 2006, Fábio Luís processou a revista Veja devido a uma matéria sobre seus negócios.

Em maio de 2020, Lulinha e seus sócios anunciaram a venda de 70% das ações da Gamecorp para o empresário Walther Abrahão Filho, sem divulgar o valor da transação.

Em fevereiro de 2008, Lulinha viajou com seu pai à estação brasileira na Antártica. Surgiram boatos de que os custos seriam pagos com dinheiro público, mas a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto esclareceu que as despesas seriam arcadas por ele mesmo e que a viagem tinha um interesse científico.

No final de 2010, a Folha de S.Paulo noticiou que Lulinha e outros familiares de Lula receberam passaportes diplomáticos emitidos pelo Itamaraty em caráter excepcional.

Em novembro de 2013, a Justiça cancelou o passaporte diplomático de Fábio Luís, decisão do juiz Jamil Rosa de Jesus Oliveira.

Em outubro de 2015, a imprensa informou que Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, afirmou em delação premiada que pagou cerca de R$ 2 milhões em despesas pessoais de Lulinha. Essa afirmação foi desmentida um mês depois pelo próprio autor da matéria e outros veículos.

Em 27 de novembro de 2015, um relatório da Polícia Federal afirmou que o trabalho de consultoria que rendeu R$ 2,5 milhões a Luís Cláudio, irmão de Fábio, baseou-se em conteúdo disponível na internet e que não havia ilegalidades nas negociações.

Lulinha se tornou um dos principais alvos de fake news no Brasil, com acusações infundadas, como a de ter embolsado R$ 317 milhões da Gamecorp e de possuir bens luxuosos, todas desmentidas por veículos de comunicação.

Em dezembro de 2025, durante a CPMI do INSS, Edson Claro, ex-funcionário do INSS, acusou Lulinha de receber uma "mesada" de R$ 300 mil.


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