Lula quer levar PF a Trump para tratar de ações contra o crime organizado
Lula planeja reunião com Trump para fortalecer ações contra crime organizado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a intenção de levar representantes da Polícia Federal (PF) para uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de intensificar a cooperação no combate ao crime organizado na América Latina. A declaração foi feita ao final de sua visita oficial à Índia, durante uma coletiva de imprensa em Nova Déli.
Ainda sem data definida, a viagem a Washington deverá incluir debates sobre segurança regional, alinhando-se às operações militares norte-americanas na América Latina, que são apresentadas como ações contra o narcotráfico.
Detalhes sobre a cooperação com os EUA
Na coletiva, Lula especificou os tópicos que deseja abordar com o governo americano, destacando a necessidade de intensificar o combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro. Ele enfatizou: “Qualquer coisa que puder colocar os magnatas da corrupção na cadeia, estamos dispostos a trabalhar”. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, estava presente durante a entrevista.
O presidente frisou que a PF deve estar presente em agendas internacionais do governo. “Agora, onde eu for, a PF vai atrás, porque precisamos construir parcerias para combater o crime organizado”, afirmou. Ele reiterou que levará a instituição na conversa com Trump.
Ações contra contrabandistas e organizações criminosas
Lula também revelou que o governo brasileiro enviou às autoridades dos Estados Unidos informações sobre um contrabandista de combustíveis, incluindo a foto de sua residência em Miami, Flórida. “Eu quero prendê-lo”, disse, ressaltando que o Brasil está pronto para atuar na linha de frente contra o crime organizado, inclusive solicitando a extradição de brasileiros que cometem crimes nos EUA.
Descrevendo as organizações criminosas, Lula as caracterizou como “uma indústria multinacional altamente sofisticada, com ramificações no Poder Judiciário, na política e no empresariado”.
Críticas às operações militares dos EUA
O presidente também se posicionou sobre as operações militares norte-americanas na América Latina, defendendo uma postura que respeite a soberania da região. Ele expressou o desejo por uma relação respeitosa na América Latina, afirmando que a região deve ser uma “zona de paz”, sem armas nucleares.
Ao discutir o contexto internacional, Lula destacou a necessidade de um ambiente tranquilo para o desenvolvimento econômico e melhorias na qualidade de vida. Ele questionou qual deveria ser o papel dos Estados Unidos na América do Sul: “É de ajudar ou de ficar ameaçando?”. Lula reiterou a importância de promover a paz no mundo.
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