Lula já trata Pacheco como candidato ao governo de MG; senador negocia entrar no MDB
Lula considera Pacheco como candidato ao governo de Minas Gerais; negociações com MDB avançam
20/02/2026 15h08
Atualizado 3 dias atrás
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a afirmar a aliados, em conversas reservadas, que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) será seu candidato ao governo de Minas Gerais em 2026, considerando essa possibilidade quase certa no Palácio do Planalto.
Entretanto, essa visão não é compartilhada pelo parlamentar e seus aliados em Minas, que afirmam que ainda não houve uma decisão formal sobre a candidatura. Eles descrevem o cenário político estadual como “em construção”, com o MDB mantendo o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, como pré-candidato ao governo.
Já a senadora Soraya Thronicke confirmou sua filiação ao PSB e deve disputar a reeleição ao Senado com o apoio de Lula, consolidando sua transição do bolsonarismo para a base do atual governo.
Interlocutores do Planalto afirmam que Lula tem apresentado Pacheco como a solução política para Minas, considerando sua candidatura como o caminho mais viável para unir o campo governista e estruturar um palanque competitivo contra o governador Romeu Zema (Novo) e o bolsonarismo. Segundo o colunista Lauro Jardim, do GLOBO, Lula acredita que Pacheco já deu seu “o.k.” para o plano. O senador, no entanto, não comentou sobre o assunto.
Aliados de Pacheco ressaltam que ele continua em negociações políticas sem se comprometer com a candidatura. Parte desse processo envolve tratativas para uma possível filiação ao MDB, que dependerá de acertos políticos nas próximas semanas, após o retorno de Lula de sua viagem à Ásia.
O União Brasil chegou a ser cogitado como alternativa, mas perdeu força devido a entraves na federação com o PP e resistências internas. O PP é liderado em Minas pelo secretário de Governo da gestão Zema, Marcelo Aro, o que diminuiu as opções para Pacheco.
No MDB, as conversações com Pacheco visam que ele traga seu grupo político para a sigla, sem necessariamente se vincular a uma candidatura ao governo estadual. Interlocutores afirmam que o senador tem reiterado a dirigentes do partido que não pretende disputar cargo eletivo neste momento, utilizando a hipótese de candidatura mais como estratégia de articulação política enquanto reorganiza suas alianças no estado.
Relatos indicam que ele se reuniu pelo menos três vezes com aliados e dirigentes partidários antes do carnaval, manifestando interesse em ingressar na legenda.
Estão envolvidos nas conversas o presidente estadual do MDB, Newton Cardoso Júnior, o deputado estadual João Magalhães e Gabriel Azevedo, que atua como interlocutor do senador junto à direção partidária. Novas reuniões presenciais em Brasília estão previstas para as próximas semanas, com o objetivo de avançar nas articulações políticas.
O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, declarou que, até o momento, não houve discussões com Azevedo ou com Newton Cardoso sobre qualquer mudança no cenário atual.
Caso a filiação aconteça, Pacheco ingressaria no MDB apoiando Gabriel Azevedo ao Palácio Tiradentes. Azevedo tenta construir uma candidatura abrangente contra o vice-governador Mateus Simões (PSD), aliado de Zema, e o bolsonarismo. Contudo, ele resiste à vinculação direta com Lula, o que é visto como um obstáculo pelo Palácio do Planalto.
A negociação também poderia incluir a chegada conjunta de aliados e parlamentares próximos, como os deputados federais Igor Timo (PSD-MG) e Luís Fernando Faria (PSD-MG), além de outras lideranças regionais.
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