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Lula aguardará sucessão no Irã antes de diálogo com diplomacia iraniana

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por aguardar a definição sobre a sucessão no Irã antes de iniciar contatos com a diplomacia do país.

A avaliação no círculo próximo ao chefe do Executivo indica que a declaração oficial do Itamaraty, que critica o conflito, já expressou claramente a posição brasileira. Assim, não há necessidade de novos gestos em relação ao país do Oriente Médio, que é um aliado do Brasil nos Brics.

O Ministério das Relações Exteriores interpreta a situação atual como uma crise mais profunda e prolongada do que a da Venezuela.

Nos bastidores, a perspectiva é de que não se vislumbre uma relação harmoniosa entre os dois países, ao contrário do que ocorreu na nação sul-americana após a invasão dos EUA.

Lula também deve recusar um convite para integrar o Conselho de Paz.

A situação no Irã gerou um impasse que quase comprometeu o texto final do Brics, refletindo a dificuldade da cúpula em manter sua agenda.

O clima entre os diplomatas brasileiros é de apreensão em relação ao aumento do conflito nos últimos dias.

Apesar desse cenário, Lula não convocou uma reunião de emergência, como fez no caso da Venezuela, uma vez que a crise no Irã é considerada mais distante do Brasil.

O presidente busca manter uma posição neutra na disputa, defendendo o diálogo como solução para a paz. Ele tem uma reunião agendada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o final deste mês e deseja evitar novas tensões com o líder americano.

Ao mesmo tempo, Lula não quer se afastar de China e Rússia, parceiros históricos do Irã.


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