diretor da Abin Luiz Fernando Corrêa – Wikipédia, a enciclopédia livre

Luiz Fernando Corrêa – Wikipédia, a enciclopédia livre

Luiz Fernando Corrêa

Luiz Fernando Corrêa nasceu em 1958 em Santa Maria e é um servidor público notável por ter atuado como diretor-geral da Polícia Federal entre 2007 e 2010. Atualmente, ocupa o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência.

Formou-se em Direito pela Universidade do Rio Grande em 1986, complementando sua formação com um MBA em Gestão em Política de Segurança Pública pela Fundação Getúlio Vargas em 2005. Também participou de vários cursos na Academia Nacional de Polícia, incluindo um em Técnicas Especiais de Investigação pela Drug Enforcement Administration (DEA) e Gestão de Grandes Casos pelo Federal Bureau of Investigation (FBI).

Corrêa ingressou na Polícia Federal (PF) em 1980 e, entre 1996 e 2001, chefiou a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Superintendência da PF no Rio Grande do Sul. De 2001 a 2003, atuou como delegado regional de Polícia na Superintendência da PF no Distrito Federal.

Durante sua gestão na Superintendência da PF no RS, destacou-se pela criação do programa de grampeio telefônico Guardião, assumindo um papel de liderança na equipe responsável por sua implementação. Corrêa também coordenou atividades de inteligência em missões especiais contra o crime organizado no Espírito Santo em 2002 e no Rio de Janeiro em 2003.

Força Nacional de Segurança Pública

Ele foi o responsável pela fundação da Força Nacional de Segurança Pública, a qual liderou entre 2003 e 2007.

Diretor-Geral da Polícia Federal

No período em que esteve à frente da PF, a instituição conduziu investigações significativas sobre corrupção no Brasil. Após a Operação Satiagraha, Corrêa defendeu a PF contra acusações de se tornar um estado policialesco, afirmando não ter conhecimento de qualquer envolvimento da Abin com o delegado Protógenes Queiroz. Também negou que a PF tivesse interesses partidários, especialmente após a prisão de líderes da construtora Camargo Corrêa na Operação Castelo de Areia.

Durante sua gestão, foi representante da International Association of Chiefs of Police (IACP) na América do Sul e presidente da Comunidade de Polícias das Américas.

Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

Após uma breve aposentadoria, atuou como Diretor de Segurança do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e do Rio+20 entre 2011 e 2016.

Em 2007, Corrêa enfrentou acusações do Ministério Público Federal (MPF) por supostas compras de equipamentos de inteligência sem licitação, resultando em uma ação civil pública em 2011. Apesar da pressão para sua demissão, ele continuou no cargo até pedir demissão em 2012, após o arquivamento da ação.

Em 30 de maio de 2023, foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como diretor-geral da ABIN, com a indicação aprovada pelo Senado em 17 de maio. Durante sua nomeação, houve questionamentos sobre outras indicações que ele fez, especialmente em relação a pessoas que tinham passados controversos.

Reformulação da ABIN

Corrêa afirmou que Lula solicitou uma reformulação da ABIN para que a agência funcionasse como um sistema de inteligência de estado, evitando vigilância sobre cidadãos brasileiros. Uma das novas atribuições da agência seria o monitoramento de grupos extremistas online.

Investigações e Controvérsias

Em 25 de janeiro de 2024, a PF notificou o STF sobre interferências da ABIN nas investigações relacionadas ao software espião FirstMile. Corrêa foi convocado para depor na Comissão de Controle da Atividade de Inteligência do Senado, onde se defendeu, afirmando que o uso do software era um fato do passado.

Em junho de 2025, Corrêa foi indiciado pela PF por prevaricação e coação, com um relatório apontando que ele teria atuado para desacreditar investigações clandestinas e atrasar a entrega de dados cruciais. O documento também revelou que a ABIN espionou autoridades paraguaias durante a gestão de Lula, buscando informações sobre negociações da usina de Itaipu.

Mais Forte - Olimpíadas Seguras em Meio ao Caos é uma obra coautora publicada em 2017 que retrata sua experiência e desafios enfrentados.


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