Letícia Kuerten

Livro traz ideias simples e criativas para resgatar o prazer de brincar

Nesta terça-feira, o programa "Estúdio Gaúcha" destacou o trabalho da autora Leticia Kuerten, que lançou o livro Vou Brincar. Com ilustrações de Felipe Carneiro, a obra é uma coletânea de cartas que traz sugestões lúdicas para as crianças.

Ao se tornar mãe, Leticia, de 42 anos, descobriu uma nova habilidade: a de colecionadora de brincadeiras. Formada em Ciências da Computação e com mestrado em Engenharia de Produção, a autora também é mãe de quatro filhos, incluindo os gêmeos Leonardo e Gabriel, de 13 anos, Larissa, de 11, e André, de 6. Eles foram a grande inspiração para o seu primeiro livro, lançado em Florianópolis.

Os gêmeos, que nasceram com paralisia cerebral devido a uma infecção urinária durante a gestação, se tornaram os primeiros "mestres" de Leticia. Para ela, ser mãe de uma criança com necessidades especiais trouxe uma nova perspectiva.

Leticia enfatiza a importância de proporcionar experiências sensoriais e educativas, pois acredita que um diagnóstico negativo não deve roubar a esperança. Com o apoio de seu marido, Rafael Kuerten, ela buscou diversas abordagens para estimular a independência dos filhos.

Após enfrentar muitos desafios e ouvir diversos nãos, Leticia encontrou na educação condutiva uma forma de ajudar seus filhos. Essa abordagem vê a lesão cerebral como uma barreira na aprendizagem, promovendo experiências que visam o desenvolvimento e a autonomia.

O livro Vou Brincar apresenta 20 atividades testadas e aprovadas por seus filhos, com o intuito de estimular a criatividade e a sensibilidade das crianças. Para Leticia, as memórias da infância são construídas através de pequenas ações, como fazer bolinhas de papel ou coletar folhas.

A obra é composta por cartas individuais, permitindo que as crianças escolham as atividades. Indicada para crianças de dois a 12 anos, Leticia destaca que o diferencial está em utilizar materiais simples do cotidiano, como grãos e folhas.

Ela alerta sobre a influência da tecnologia, que muitas vezes mantém as crianças inativas. Para ela, é essencial ensinar as crianças a valorizar o ato de brincar, pois isso traz alegria e desenvolvimento.

A autora conclui ressaltando que é responsabilidade dos pais incentivar essa prática lúdica, fundamental para o crescimento saudável dos pequenos.


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