Lídice minimiza saída de Coronel e diz que chapa governista tem força para vencer
Lídice comenta saída de Coronel e destaca força da chapa governista
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) minimizou, em entrevista ao Jornal da Cidade, a saída do senador Ângelo Coronel da base governista, afirmando que isso não comprometerá o desempenho eleitoral do grupo nas eleições de 2026. Segundo ela, a chapa composta pelo governador Jerônimo Rodrigues, pelo senador Jaques Wagner e pelo ministro da Casa Civil Rui Costa possui lideranças com grande capacidade de mobilização.
“Construímos uma chapa que conta com dois grandes puxadores de voto. Wagner, Jerônimo e Rui são pessoas experientes, que desempenharam papéis fundamentais nesse processo de transformação da Bahia”, comentou.
Lídice reconheceu que mudanças na composição da chapa podem gerar instabilidade, mas ressaltou que isso não será determinante para uma possível derrota. “Todo mundo faz falta numa campanha; quanto mais apoio, melhor. No entanto, a saída de alguém não significa necessariamente que seremos derrotados”, disse.
Em relação ao debate sobre a jornada de trabalho 6x1, a deputada acredita que parte do empresariado já percebe que esse modelo é prejudicial aos trabalhadores. Ela comparou a discussão à resistência enfrentada durante a Assembleia Constituinte sobre a ampliação da licença-maternidade.
“Quando aprovamos a licença-maternidade, muitos empresários diziam que não teríamos mais mulheres empregadas. A realidade, porém, se mostrou diferente”, ressaltou.
Lídice também enfatizou que a mudança na jornada de trabalho requer regulamentação e negociação, especialmente para micro e pequenas empresas. Ela destacou que apenas 15% a 20% do mercado de trabalho brasileiro ainda está vinculado à jornada 6x1, principalmente nos setores de comércio e trabalho doméstico.
Sobre a condenação dos responsáveis pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, Lídice classificou a decisão como um ato de justiça. “Finalmente, depois de tanto tempo, estamos vendo justiça com a condenação dos autores desse crime bárbaro”, afirmou.
Para a deputada, o significado da decisão é ainda mais profundo, pois envolve “a morte de uma mulher negra, uma representação política que denunciava a atuação de milícias no Rio de Janeiro”. Ela concluiu: “Não é um momento para comemorar, mas sim para celebrar a conquista de um ato de justiça em nosso país”.
Confira a entrevista completa na íntegra:
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