Randolfe Rodrigues

Líder governista descarta recorrer ao STF em favor de Lulinha

Líder governista descarta ação no STF em favor de Lulinha

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que não haverá um acionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

"Está encerrada a questão. Nós não vamos depredar o Congresso Nacional por conta disso, nem o Supremo, nem o Palácio do Planalto como outros já fizeram num certo 8 de janeiro", declarou o parlamentar a jornalistas nesta terça-feira (3).

A bancada governista chegou ao fim de suas opções na via administrativa após o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitar o pedido de anulação da votação na CPMI do INSS. Os parlamentares de esquerda alegaram que houve fraude na contagem de votos.

Em resposta, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que os votos foram contados duas vezes. Ele e a oposição argumentam que as imagens usadas para sustentar a suposta fraude foram capturadas após o encerramento da deliberação, quando novos governistas chegaram.

A CPMI do INSS pode encontrar “mesadas” a Lulinha, segundo avaliação de uma deputada.

O líder petista acusou o presidente da CPMI do INSS de manipular a votação sobre Lulinha.

Após a votação, governistas dirigiram-se à mesa diretora, resultando em uma confusão que incluiu uma agressão do deputado federal Rogério Correia (PT-MG) ao deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ). O parlamentar admitiu a agressão e pediu desculpas, alegando ter sido empurrado antes do incidente.

A defesa de Lulinha já havia recorrido ao STF logo após a quebra dos sigilos, argumentando que a medida não era necessária. A petição foi apresentada ao ministro André Mendonça, que é o relator das ações relacionadas às medidas do colegiado.

A Polícia Federal (PF) suspeita que Lulinha seja o "filho do rapaz" mencionado por Antônio Carlos Camilo Antunes em mensagens interceptadas. O indivíduo com esse apelido teria recebido R$ 300 mil do empresário conhecido como "careca do INSS".


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