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Kuwait cancela orações noturnas do Ramadã após ataques retaliatórios do Irã

Kuwait suspende orações noturnas do Ramadã após ataques do Irã

O Kuwait anunciou a suspensão das orações de Taraweeh, que são realizadas todas as noites durante o Ramadã, até novo aviso. A decisão foi tomada em resposta aos ataques retaliatórios do Irã no último sábado, dia 28.

O Ministério de Assuntos Islâmicos do Kuwait emitiu um comunicado informando que as orações de Taraweeh estão canceladas "em todas as mesquitas", mantendo apenas as cinco orações diárias até que a situação se normalize.

Enquanto isso, nos Emirados Árabes Unidos e na Jordânia, fiéis se reuniram normalmente em mesquitas na noite de sábado. Imagens da Emarat TV mostraram centenas de pessoas na Grande Mesquita Sheikh Zayed, em Abu Dhabi, participando das orações noturnas. Também foram divulgados vídeos nas redes sociais mostrando as orações de Taraweeh em diversas mesquitas jordanianas.

Em uma declaração anterior, Donald Trump revelou que os EUA iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, ameaçando aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear. Em um vídeo, Trump acusou o Irã de ignorar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”, afirmando que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Ao contrário da última ofensiva em junho de 2025, quando os EUA e Israel atacaram o Irã, os novos ataques começaram durante o dia, na madrugada de sábado, enquanto milhões de iranianos se dirigiam ao trabalho ou à escola. Fontes indicaram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas dos EUA planejam ações que se estenderão por vários dias.

Em resposta, o regime iraniano desencadeou uma onda de ataques sem precedentes por todo o Oriente Médio, com explosões sendo ouvidas em países que abrigam bases militares americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A tensão entre os EUA e o Irã aumentou neste ano, começando com a repressão a protestos antigovernamentais em janeiro. Os iranianos, insatisfeitos com a inflação, saíram às ruas em manifestações contra o regime. Trump alertou que “atacaria com força total” se as autoridades iranianas reprimissem as manifestações violentamente, afirmando que o país estava “pronto e armado”.

Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos. Em um discurso sobre o Estado da União, Trump declarou que o regime matou 32 mil manifestantes.


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