Chico Buarque

Justiça procura Ratinho há meses por acusação contra Chico Buarque

Justiça busca Ratinho há meses por acusações contra Chico Buarque

Cinco meses após uma decisão judicial determinar que Ratinho explique ou se retrate sobre as acusações feitas contra Chico Buarque, oficiais de justiça ainda não conseguiram localizá-lo para cumprir a citação oficial.

As buscas começaram no Paraná, onde está a empresa do apresentador, e desde 5 de fevereiro, as tentativas se concentram em São Paulo, incluindo a sede do SBT em Osasco, onde ele apresenta o programa, mas sem sucesso.

A assessoria de Ratinho afirmou que não comenta processos em andamento.

Na última sexta-feira, a oficial de Justiça responsável pelo caso informou ao juiz que foi recebida pelo setor jurídico do SBT e conseguiu o contato do advogado do apresentador, que está baseado no Paraná. Contudo, ela não obteve resposta do advogado para a entrega da citação, que está de licença médica, levando à necessidade de designar um novo oficial para o caso.

Chico Buarque processou o comunicador por supostamente ter vinculado seu engajamento político a um suposto favorecimento na Lei Rouanet, algo que o cantor nega.

Em 15 de setembro do ano passado, Ratinho declarou: "Rico de esquerda é fácil. Chico Buarque ser de esquerda é fácil. Bebe champanhe, come caviar". Sua fala viralizou após a participação de Chico e Caetano Veloso em manifestações contra a PEC da Blindagem e a anistia aos condenados no 8 de Janeiro, em Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 21 de setembro.

Em decisão datada de 2 de outubro do ano passado, o juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres, da 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, deu um prazo de cinco dias para que Ratinho se retratasse ou apresentasse provas da veracidade de suas afirmações, sob pena de caracterizar crime de desobediência, que poderia resultar em prisão em flagrante.

Chico Buarque é representado pelos advogados João Tancredo e Maria Isabel Tancredo. Na ação, ele solicita uma indenização de R$ 50 mil.

Os advogados afirmam que "Chico jamais recebeu qualquer dinheiro oriundo de verba pública" e que as premissas que sustentam o vídeo de Thiago Asmar são falsas, gerando desinformação. Eles ressaltam que não existe proteção legal para mentiras que ferem a honra de terceiros.

Com informações de Diego Alejandro e Karina Matias.


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