Justiça mantém prisão preventiva de investigado por tráfico e lavagem de dinheiro; esposa vai para domiciliar e empresária é liberada
Justiça mantém prisão preventiva de investigado por tráfico e lavagem de dinheiro; esposa vai para domiciliar e empresária é liberada
A Justiça decidiu manter a prisão preventiva de G.F.M., de 29 anos, um dos investigados na Operação Geminus, que teve como alvo um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A operação foi realizada na manhã de quarta-feira (11) e teve como alvo um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Boa Vista e dois em Manaus (AM), além de três mandados de prisão preventiva, sendo dois cumpridos e um que segue em aberto.
Durante as diligências, os policiais apreenderam joias, bolsas de alto valor, veículos, documentos, celulares e mais de R$ 30 mil em dinheiro. Também foram encontradas cédulas estrangeiras provenientes da Bolívia, Colômbia, Guiana e Venezuela, o que, segundo a Polícia Civil, reforça a suspeita de movimentação financeira relacionada ao tráfico internacional de drogas.
No cumprimento de um dos mandados, em um imóvel no bairro Paraviana, foi localizada grande quantidade de medicamentos de uso terapêutico, como Tirzepatida, Lipoless e Retatrutide, substâncias associadas a tratamentos médicos e frequentemente utilizadas em processos de emagrecimento. No local, a empresária R.S.S. foi presa em flagrante por crime contra a saúde pública, mas acabou liberada posteriormente ainda na delegacia.
Segundo a Polícia Civil, há indícios de que os medicamentos tenham origem no Paraguai, o que levanta suspeita de entrada irregular no país.
A Operação Geminus é conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e pelo Departamento de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil de Roraima. As investigações duraram mais de um ano e começaram após a apreensão de 270 quilos de skunk, conhecida como “supermaconha”, em novembro de 2024, em um imóvel no bairro Caranã, em Boa Vista.
De acordo com a polícia, o trabalho investigativo permitiu identificar os responsáveis pela droga, a logística usada pelo grupo — que incluiria até uso de aeronaves — e um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada.
Entre os empreendimentos apontados nas investigações estariam empresas de exportação de alimentos e estabelecimentos ligados ao segmento de churrascarias em Boa Vista, que teriam sido usados para movimentar recursos.
Além das apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 77 milhões em contas bancárias e a indisponibilidade de bens ligados aos investigados, medida que busca enfraquecer a estrutura financeira do grupo.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro.
O nome Geminus, que significa “gêmeos” em latim, faz referência à atuação de irmãos citados nas investigações como integrantes da estrutura do grupo criminoso e que teriam atuado juntos tanto no tráfico de drogas quanto na movimentação financeira do esquema.
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