Eduardo Bottura

Justiça italiana vai analisar extradição de Luiz Eduardo Bottura

Justiça italiana analisará extradição de Luiz Eduardo Bottura

Uma audiência está agendada para esta quinta-feira, 20 de novembro, na Itália, para avaliar o pedido de extradição do litigante profissional Luiz Eduardo Auricchio Bottura ao Brasil. Ele se encontra em prisão domiciliar desde abril deste ano, após ser detido em Selvazzano, na região do Vêneto.

Na audiência, a Justiça italiana não irá julgar Bottura por seus supostos crimes, mas apenas decidir se ele será extraditado.

Em novembro do ano passado, a juíza Juliana Trajano de Freitas Barão, da 1ª Vara Criminal de São Paulo, decretou a prisão preventiva de Bottura e de sua esposa, Raquel Fernanda de Oliveira. No mês seguinte, ela foi presa. Ambos são réus em uma ação penal que envolve crimes como associação criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações, falsificação de documentos públicos, usurpação de função pública, prevaricação e violação de sigilo funcional.

Segundo o jornal Il Mattino di Padova, Bottura está na Itália desde janeiro de 2024. A polícia local chegou até ele devido ao seu estilo de vida imprudente, utilizando cartões de crédito em seu nome e adquirindo uma Maserati Gran Cabrio, desfilando pelas ruas sem se preocupar com a sua condição de procurado internacional.

Perfil de Luiz Eduardo Bottura

Luiz Eduardo Auricchio Bottura é conhecido como um litigante profissional, tendo atuado em mais de três mil processos. Ele foi condenado aproximadamente 300 vezes por litigância de má-fé e se especializou em constranger opositores utilizando brechas do sistema judiciário, como fornecer endereços errados para provocar revelias.

Entre suas táticas, Bottura processa magistrados para forçá-los a se declararem impedidos de julgá-lo. Ele já processou figuras como o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo e o presidente da Associação Paulista de Magistrados.

Em 2009, Bottura foi acusado de falsificação de documentos e, em 2010, já respondia a mais de 700 processos em todo o Brasil, além de enfrentar investigações do Procon de São Paulo por práticas comerciais irregulares.

Bottura também tentou censurar reportagens que expunham suas práticas, buscando retirar do ar conteúdos que o mencionavam. Em 2014, ele foi pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul.

Mais recentemente, em 2021, Bottura obteve uma “doação” de R$ 7 milhões de uma vítima. Em 2022, ele foi alvo de uma investigação pela Polícia Civil de São Paulo, que resultou na apreensão de bens, mas não foi encontrado na ocasião.

Em 2023, Bottura foi condenado pela 16ª Câmara Criminal do TJ-SP a dois anos e quatro meses de reclusão por lesão corporal grave no âmbito da Lei Maria da Penha.


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