Justiça Federal suspende licença de mineradora após ação de quilombolas em MG
Justiça Federal suspende licença de mineradora após ação de quilombolas em MG
TRAFÉS DE MINÉRIO E COMUNIDADES TRADICIONÁLIS EM MINAS GERALOS
A Justiça Federal no Brasil determinou a suspensão da licença de operação de um empreendimento da Fleurs Global Mineração Ltda. em Minas Gerais após questionamentos apresentados por comunidades quilombolas sobre o processo de licenciamento ambiental.
A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) e assinada pelo juiz relator convocado Gláucio Maciel. O magistrado atendeu a um recurso da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais N’Golo.
Segundo a entidade, a comunidade quilombola Manzo Ngunzo Kaiango, localizada a cerca de 5,9 quilômetros da área do empreendimento, não foi consultada antes da concessão da licença ambiental. De acordo com a federação, a consulta prévia é obrigatória quando projetos podem afetar povos e comunidades tradicionais.
Entre os pontos considerados pela Justiça estão a proximidade da comunidade com o empreendimento, a ausência de consulta livre, prévia e informada e a falta de estudos específicos sobre possíveis impactos sociais e ambientais.
A decisão também menciona entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o direito à consulta das comunidades tradicionais não depende da conclusão da regularização de suas terras.
O processo ainda cita investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) sobre um suposto esquema de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais, no qual a empresa teria sido citada.
Com a decisão, a licença da mineradora permanece suspensa até nova análise do caso pela Justiça.
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