Justiça Eleitoral suspende pesquisa em Alagoas por falhas e risco de desinformação
Justiça Eleitoral suspende pesquisa em Alagoas por falhas e risco de desinformação
Justiça Eleitoral suspende pesquisa em Alagoas por falhas e risco de desinformação
Levantamento ouviu eleitores apenas na Grande Maceió, excluindo 65% do eleitorado. Decisão aponta cenários tendenciosos e inconsistências no registro.
O TRE-AL determinou, nesta sexta-feira, a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral registrada sob o número AL-05611/2026.
A decisão é do desembargador Maurício César Breda Filho e atende a um pedido do diretório estadual do MDB. Segundo o magistrado, há indícios de falhas metodológicas no estudo, apresentado como retrato da disputa eleitoral em Alagoas.
Segundo a decisão, a pesquisa ouviu eleitores apenas em municípios da Região Metropolitana de Maceió, mesmo tratando de cargos estaduais, como governador e senador. A escolha deixou de fora cerca de 65% do eleitorado de Alagoas, principalmente do interior.
A Justiça Eleitoral também apontou inconsistências na documentação da pesquisa. O registro informava 1.200 entrevistas domiciliares em 13 municípios, com custo total de R$ 10 mil.
Segundo o TRE-AL, o valor seria de cerca de R$ 8,33 por entrevista. Para o relator, o custo é incompatível com despesas como deslocamento, equipe de campo e processamento de dados.
A decisão determina a suspensão da divulgação da pesquisa em qualquer meio, como portais de notícias, redes sociais e aplicativos de mensagens.
A Falpe Pesquisas e a empresa contratante, Plus Comunicação e Serviços Ltda., devem remover publicações sobre o levantamento.
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