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Juros e tarifaço freiam indústria de transformação em 2025, diz Fiesp

Setor produtivo enfrenta desafios em 2025, aponta Fiesp

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) destacou, nesta terça-feira (3), que o setor produtivo sofreu impactos negativos em 2025 devido aos juros elevados no Brasil e às tarifas aplicadas nos Estados Unidos. Em análise sobre os resultados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a entidade informou que as exportações da indústria de transformação para o mercado americano caíram 8,7% no segundo semestre em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No ano, o PIB geral teve um crescimento de 2,3%, desacelerando em relação ao avanço de 3,4% registrado em 2024. A indústria de transformação, por sua vez, registrou uma queda de 0,2% em 2025, após um crescimento de 3,9% no ano anterior.

De acordo com a Fiesp, a economia brasileira "andou de lado" na segunda metade do ano passado, um reflexo dos altos juros que afetaram setores sensíveis ao crédito, como a indústria de transformação e a construção civil.

Por outro lado, atividades ligadas a recursos naturais, como a agropecuária e a indústria extrativa, tiveram um desempenho robusto, contribuindo para o crescimento do ano.

A Fiesp observou que a taxa de juros real subiu de 7,2% em janeiro para 10,6% em dezembro, resultando na desaceleração de segmentos que lideraram o crescimento em 2024, como bens de capital e bens duráveis. Nos últimos dez anos, o PIB do setor cresceu em apenas quatro ocasiões.

Para 2026, a Fiesp mantém uma projeção de crescimento do PIB de 1,9%. Apesar da tendência de queda, os juros devem continuar altos, limitando as atividades econômicas, segundo a entidade.

Entretanto, estímulos à demanda, como a isenção do imposto de renda para salários de até R$ 5 mil, podem trazer um viés positivo à projeção. Além disso, a expectativa de investimentos públicos por parte de entes subnacionais, especialmente em anos eleitorais, tende a impulsionar a expansão econômica.

A Fiesp prevê um crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre, considerando também a liberação excepcional do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que deve impactar positivamente o consumo das famílias.


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