Juliana Paes revela como reagiu à indicação da vacina contra o HPV para filho de 11 anos: “O preconceito estava em mim”
Juliana Paes se tornou a nova embaixadora da campanha "Por um Futuro Sem Câncer de Colo do Útero", lançada em São Paulo nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026.
Durante uma consulta ao pediatra, a atriz ficou surpresa ao ouvir a recomendação de que seu filho Antônio, de 11 anos, deveria ser vacinado contra o HPV. “Ele disse: 'Está na hora de vacinar os meninos contra o HPV.' Eu respondi: 'O que? Isso é absurdo! Meus filhos ainda são crianças'”, relatou Juliana no evento de lançamento da campanha.
A ação é promovida pela MSD Brasil, em parceria com a McCann Health, e marca o início do Março Lilás, mês de conscientização sobre a doença. Recentemente, Juliana foi coroada rainha de bateria da Viradouro.
Na sua fala, ela confessou que inicialmente tinha resistência em relação à vacina. “O preconceito da vacinação estava em mim”, afirmou. Contudo, após receber informações sobre a importância da imunização precoce, ela mudou de ideia. “É uma maneira de interromper o ciclo da doença”.
Pesquisas, como uma publicada no JAMA em 2015, demonstraram que a vacinação não aumenta a atividade sexual precoce entre adolescentes. Seth Seabury, da Universidade do Sul da Califórnia, coautor do estudo, afirmou que não houve um aumento nas taxas de infecções sexualmente transmissíveis após a vacinação.
A vacinação contra o HPV é recomendada entre 9 e 14 anos para garantir a eficácia, já que o sistema imunológico é mais responsivo nesse período, antes do início da vida sexual.
Atualmente, os filhos de Juliana e do empresário Carlos Eduardo Baptista — Pedro, de 15 anos, e Antônio, de 12 anos — já receberam as duas doses da vacina. Juliana agora busca conscientizar outros pais sobre a importância da imunização.
“Quando recebo convites assim, sempre reflito sobre o motivo. Tenho uma relação de proximidade e honestidade com meus fãs. Estou feliz em contribuir e passar essa mensagem de cuidado e prevenção. É inacreditável que um câncer que tem tratamento e vacina ainda cause tantas mortes”, destacou.
Os números sobre o câncer de colo de útero são alarmantes:
- O INCA projeta mais de 19 mil casos no Brasil entre 2026 e 2028.
- É o terceiro câncer mais comum entre mulheres.
- É a principal causa de morte por câncer em mulheres até 35 anos no país.
- 20 mulheres morrem diariamente em decorrência da doença.
- 99% dos casos estão relacionados à infecção persistente pelo HPV.
A vacinação é a principal forma de prevenção, e está disponível na rede pública para grupos específicos, como pessoas com HIV/Aids e pacientes oncológicos. Na rede privada, a vacina nonovalente está disponível para homens e mulheres entre 9 e 45 anos.
A campanha também envolve influenciadores digitais, como Mari Krüger, que lidera um grupo de criadores de conteúdo para ampliar a conscientização sobre a vacinação e exames de rotina.
Segundo Fernando Cerino, diretor de vacinas da MSD Brasil, a iniciativa reforça a prevenção como uma ferramenta essencial no combate à doença. João Consorte, presidente do IPG Health Brasil, destacou a importância da comunicação em saúde pública para mobilizar a população na luta contra o câncer de colo de útero.
A proposta é incentivar o diálogo sobre vacinação e autocuidado, visando um futuro onde essa doença deixe de ser uma causa de morte entre mulheres no Brasil.
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