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Juliana Paes, Mari Krüger, Nath Finanças e mais influenciadoras se unem em campanha de conscientização sobre o câncer de colo do útero

Influenciadoras se reúnem para campanha sobre câncer de colo do útero

Juliana Paes, Mari Krüger, Nath Finanças e outras influenciadoras se juntaram para uma iniciativa de conscientização sobre o câncer de colo do útero. A campanha busca aumentar o conhecimento sobre o HPV e incentivar a vacinação e o diagnóstico precoce dessa doença, que ainda causa mais de 7 mil mortes anuais entre brasileiras, apesar de ser evitável.

Com a chegada do Março Lilás, mês de conscientização da doença, a farmacêutica MSD Brasil, em parceria com a agência McCann Health, organizou um evento em São Paulo para lançar a nova fase da campanha “Por um Futuro Sem Câncer de Colo de Útero”. Entre as participantes estavam famosas que irão gerar conteúdo sobre a prevenção da enfermidade.

O câncer de colo de útero é o terceiro mais comum entre mulheres no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de mama e do colorretal. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 19.310 novos casos devem surgir anualmente entre 2026 e 2028. Em 2023, foram registradas 7.209 mortes, conforme o Atlas de Mortalidade por Câncer.

A vacina contra o HPV, disponível na rede pública desde 2014, pode erradicar a doença. Estima-se que o vírus seja responsável por 99% dos casos de câncer de colo de útero. A bióloga Mari Krüger destacou que, segundo uma pesquisa de 2025, 6 em cada 10 brasileiras desconhecem que o HPV é o principal causador da enfermidade.

Durante o evento, a jornalista Mirelle Moschella compartilhou sua experiência após ser diagnosticada com a neoplasia maligna em 2020, aos 34 anos, após um sangramento intenso. O tratamento incluiu quimioterapia e a remoção do útero.

A atriz Juliana Paes, embaixadora da campanha, comentou sobre a vacinação de seus filhos contra o HPV, que ocorreu quando eles tinham 15 e 12 anos. Ela brincou sobre seu desconhecimento na época. A atriz Sophia Abrahão também mencionou que se vacinou antes de iniciar sua vida sexual, mas não compreendia a necessidade da vacina.

A ginecologista Susana Cristina Aidé Viviani Fialho, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, ressaltou que o público-alvo da vacinação inclui crianças e adolescentes, garantindo proteção ao entrarem em contato com o HPV. Ela mencionou que estudos demonstram que a vacina não acelera o início da vida sexual.

Nath Finanças questionou se pessoas que não foram vacinadas na infância podem receber a vacina mais tarde. Fialho esclareceu que, segundo a bula aprovada pela Anvisa, o imunizante é indicado para indivíduos de 9 a 45 anos.

As campanhas no Brasil focam em crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de vítimas de violência sexual e pessoas imunossuprimidas até 45 anos. A ginecologista também destacou que o câncer de colo de útero é mais comum em mulheres com menor poder aquisitivo, que têm acesso limitado aos serviços de saúde. Levantamentos do Inca revelam que, enquanto no Sudeste a doença é a quinta mais incidente, no Norte e Nordeste ocupa a segunda posição, com o risco de morte na região Norte sendo quase quatro vezes maior do que no Sudeste.


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