Juliana Paes

Juliana Paes alerta sobre importância da vacina contra o HPV e admite que superou o próprio preconceito ao imunizar os filhos adolescentes: ‘Essa é a idade correta’

Juliana Paes destaca a importância da vacina contra o HPV para adolescentes

Juliana Paes foi escolhida como embaixadora da campanha Março Lilás, promovida pela biofarmacêutica MSD, que visa a conscientização sobre o câncer de colo de útero. Durante um evento na Casa Lilás em São Paulo, no dia 26, a atriz abordou um tema ainda cercado de tabus: a vacinação contra o HPV em crianças e adolescentes.

A atriz, que se destacou como rainha de bateria da Viradouro durante o Carnaval, revelou que seus filhos, Pedro (15) e Antônio (12), já receberam a vacina contra o HPV, que está relacionada a quase 100% dos casos de câncer de colo de útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe. Juliana enfatizou: “Os homens são parte da solução desse problema, porque eles também são parte da cadeia de transmissão”.

Ela admitiu que precisou superar seus próprios preconceitos antes de vacinar os filhos. De acordo com o Ministério da Saúde, é crucial proteger as crianças contra o HPV antes do início da vida sexual, pois a resposta imunológica é mais eficaz nessa faixa etária. Isso permite que os jovens produzam anticorpos de forma mais efetiva do que os adultos.

“Quando o Antônio tinha 11 anos, levei ao pediatra e ele disse: ‘é hora de vacinar os meninos contra o HPV’. Eu pensei: ‘o quê?! Isso é absurdo, eles são muito novos’. O preconceito estava em mim. Mas essa é a idade correta. Quanto mais cedo você vacinar esses jovens que estão prestes a ter atividade sexual, mais você interrompe o ciclo de transmissão da doença”, esclareceu.

Para jovens entre 9 e 19 anos, são necessárias duas doses da vacina, com um intervalo de seis meses. A partir dos 20, o esquema vacinal passa para três doses. “As vacinas são para a vida toda. Então, por que não aplicá-las mais cedo?”, questionou Juliana.

Ao ser nomeada embaixadora do Março Lilás em 2026, Juliana afirmou que deseja utilizar sua visibilidade para fomentar um diálogo honesto com as mulheres. Ela se comprometeu a “puxar a orelha”, reconhecendo que a rotina agitada das brasileiras muitas vezes leva ao adiamento dos cuidados com a saúde.

“Sou uma mulher que, apesar de estar na televisão e ter visibilidade no Carnaval, enfrenta desafios diários como qualquer outra. Também fico sem tempo para me cuidar e acabo deixando algumas coisas para depois”, concluiu.


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