Juliana Paes admite preconceito e defende vacina contra HPV
Juliana Paes foi escolhida como embaixadora do Março Lilás 2026, trazendo à tona a importante discussão sobre a vacinação contra o HPV em crianças e adolescentes. No lançamento da campanha “Por um Futuro Sem Câncer de Colo do Útero”, promovida pela biofarmacêutica MSD, a atriz se posicionou abertamente sobre a necessidade de prevenção, em um evento realizado na Casa Lilás, em São Paulo.
O encontro reuniu jornalistas, influenciadores e profissionais de saúde, marcando a abertura do mês de conscientização sobre o câncer de colo do útero, uma doença ligada ao HPV que ainda apresenta índices alarmantes no Brasil.
Durante a entrevista, Juliana revelou que seus filhos, Pedro e Antônio, já foram vacinados contra o HPV. O vírus está relacionado a quase 100% dos casos de câncer de colo do útero, além de outros tipos de tumores. A atriz enfatizou que o debate sobre vacinação deve incluir meninos e homens, afirmando que “eles também são parte da solução desse problema”.
Ela compartilhou sua resistência inicial em vacinar o filho mais novo, reconhecendo que, ao levar Antônio ao pediatra, teve um momento de preconceito ao ouvir que era hora de vaciná-lo. “Obviamente, o preconceito da vacinação estava em mim. Mas essa é a idade correta. Quanto mais cedo você vacinar, mais eficaz será a interrupção do ciclo de transmissão”, explicou.
Conforme apontado pelo Ministério da Saúde, a imunização é mais eficaz em crianças e adolescentes antes do início da vida sexual, com um esquema de duas doses para aqueles entre 9 e 19 anos. Juliana questionou a razão de não vacinar mais cedo, destacando a importância das vacinas para a vida toda.
A campanha também se destaca pela sua abordagem educativa, reunindo influenciadoras como Mari Krüger e outras criadoras de conteúdo, que se dedicarão a discutir vacinação, exames de rotina e saúde feminina ao longo do ano, com o objetivo de tornar a informação mais acessível e compreensível.
Fernando Cerino, diretor de vacinas da MSD Brasil, ressaltou a urgência da mobilização, mencionando que cerca de 20 mulheres morrem diariamente no Brasil devido ao câncer de colo do útero. Ele reforçou que a vacinação contra o HPV e os exames de rotina podem mudar esse cenário.
Juliana enfatizou sua intenção de usar sua visibilidade para promover diálogos sinceros sobre saúde, reconhecendo que, apesar de sua fama, enfrenta os mesmos desafios que muitas mulheres. Ao aceitar o convite da campanha, refletiu sobre a importância dessa mensagem.
“É inacreditável que um câncer tratável continue a tirar a vida de tantas mulheres”, afirmou, destacando seu compromisso em ampliar a discussão sobre prevenção e responsabilidade coletiva na saúde pública.
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