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Julgamento: Meta diz que 19% de adolescentes no Instagram viram nudez

Julgamento aponta que 19% de adolescentes no Instagram viram nudez

Quase 1 em cada 5 usuários do Instagram entre 13 e 15 anos relataram à Meta que visualizaram “nudez ou imagens sexuais” na plataforma sem querer, conforme um processo judicial.

O documento, divulgado na sexta-feira e analisado pela Reuters, inclui trechos de um depoimento de março de 2025 do chefe do Instagram, Adam Mosseri. Ele afirmou que a empresa não divulga resultados gerais de pesquisas e ressaltou que respostas auto-relatadas são “notoriamente problemáticas”. A pesquisa foi realizada em 2021, segundo Andy Stone, porta-voz da Meta.

A Meta, responsável pelo Facebook e pelo Instagram, enfrenta críticas de líderes globais sobre os impactos negativos de seus produtos na juventude. Nos Estados Unidos, milhares de ações judiciais acusam a empresa de criar produtos viciantes que contribuem para uma crise de saúde mental entre os jovens.

A estatística sobre imagens explícitas provém de uma pesquisa com usuários sobre suas experiências na plataforma, e não de uma análise das postagens, esclareceu Stone.

No final de 2025, a empresa anunciou que removeria imagens e vídeos contendo nudez ou atividade sexual explícita para usuários adolescentes, com exceções para conteúdo médico e educacional.

“Estamos orgulhosos do progresso que fizemos e sempre trabalhando para melhorar”, destacou Stone.

Cerca de 8% dos usuários na faixa etária de 13 a 15 anos também relataram ter “visto alguém se machucar ou ameaçar fazer isso no Instagram”, conforme o depoimento.

A maioria das imagens sexualmente explícitas foi enviada por meio de mensagens privadas, de acordo com Mosseri, que enfatizou a necessidade de considerar a privacidade dos usuários. “Muitas pessoas não querem que a gente leia suas mensagens”, afirmou.

O julgamento envolve uma mulher da Califórnia que começou a usar o Instagram e o YouTube ainda criança. Ela alega que as empresas buscaram lucrar ao viciar crianças em seus serviços, mesmo cientes dos possíveis danos à saúde mental.

Ela afirma que os aplicativos exacerbaram sua depressão e pensamentos suicidas, buscando responsabilizar as empresas.

A Meta e o Google negaram as alegações, ressaltando os esforços para implementar recursos que garantam a segurança dos usuários.


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