Juíza do TJDFT: 'A lei não protege porque nossos hábitos estão introjetados'
Juíza do TJDFT destaca a necessidade de mudança de hábitos para proteger mulheres
Durante o evento CB Debate — O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo, a juíza de Direito no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), Marília Ávila Sampaio, enfatizou a urgência de uma transformação nos hábitos sociais para garantir a proteção das mulheres em um contexto onde a violência é frequentemente normalizada.
A juíza ressaltou a importância de compreender a estrutura teórica que fundamenta a análise das relações sociais. “É fundamental perceber onde existem assimetrias e vulnerabilidades que precisam de proteção. Por que a lei não protege? Porque nossos hábitos estão introjetados”, declarou.
Marília argumentou que a legislação, por mais avançada que seja, não possui eficácia se não houver uma desconstrução das práticas e mentalidades arraigadas. “Se não mudarmos aquilo que foi incorporado ao nosso modo de viver, a legislação se torna ineficaz”, afirmou.
Ela também alertou sobre os riscos de comprometer direitos já garantidos. “Quando direitos fundamentais são enfraquecidos e subordinados a outros valores, como econômicos e morais, fragilizamos um direito positivado. Isso é uma perda coletiva para a sociedade e para a civilização”, concluiu.
Estagiária sob supervisão de Márcia Machado
← Voltar para as notícias