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Juiz relata bastidores da criação da urna eletrônica em entrevista no TJDFT

Juiz compartilha bastidores da criação da urna eletrônica em entrevista no TJDFT

O juiz Hilmar Castelo Branco teve sua trajetória profissional destacada no programa História Oral do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). A entrevista, realizada na quarta-feira, 25 de fevereiro, foi conduzida pelo desembargador Roberval Belinati, 1º vice-presidente do tribunal, e gravada no Memorial TJDFT – Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte. Este projeto visa a preservação da memória institucional da corte.

Natural de São Luís, no Maranhão, Hilmar cresceu em um lar onde o Direito sempre esteve presente. Seu pai, Hilmar Castelo Branco Raposo, era professor normalista, promotor de justiça e procurador, enquanto sua mãe, Maria Oneide Rocha Raposo, também era professora. Uma de suas recordações de infância inclui folhear enciclopédias na biblioteca do pai e observar o trabalho dele datilografando pareceres.

Antes de se tornar juiz, Hilmar foi professor de História, sua “primeira paixão profissional”, e atuou como assessor jurídico no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde participou do desenvolvimento da urna eletrônica. “Eu estava lá vendo a urna nascer”, relembrou. Posteriormente, como assessor no Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi aprovado na Advocacia-Geral da União e no TJDFT, escolhendo a magistratura após receber a nomeação.

Além de sua carreira, Hilmar compartilha a vocação judicial com sua irmã Gisele, também juíza, enquanto sua outra irmã, Kátia, é médica. Com mais de duas décadas de atuação no TJDFT, ele passou por diversas varas, incluindo Fazenda Pública, Juizados Especiais, varas criminais e a Vara de Família de Ceilândia. Em 2011, assumiu a 21ª Vara Cível de Brasília, um marco que considera especial.

A gravação contou com a presença de Gabriela Penaloza, secretária de Gestão da Informação e do Conhecimento (SGIC); Antônio Luis Rodrigues Alves, coordenador da Coordenadoria de Custódia e Preservação da Memória Institucional (COAMI); Guilherme Guth, gestor substituto do NUAMI; e Jovaldo Rodrigues, da 1ª Vice-Presidência.

A entrevista completa estará disponível em breve no canal oficial do TJDFT no YouTube. O programa História Oral, idealizado pela desembargadora Maria Thereza Braga Haynes em 2008, reúne depoimentos de magistrados e servidores que contribuíram para a história do TJDFT desde sua instalação em 1960, com o objetivo de preservar a memória do Judiciário da capital federal. As entrevistas podem ser acessadas na Página do Memorial TJDFT.


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