Jucá admite disputar vaga de deputado federal e diz que MDB não apoiará Lula e a esquerda em 2026
Jucá confirma intenção de disputar cadeira na Câmara e descarta apoio a Lula em 2026
O ex-senador Romero Jucá, que preside o MDB em Roraima, revelou que a sua tendência é concorrer a uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026. A decisão final, porém, será tomada até o fim de março, em decorrência da janela partidária.
“A tendência é eu ser candidato a deputado federal”, afirmou, ressaltando o apelo do MDB nacional e de setores econômicos para seu retorno a Brasília.
Após perder as últimas duas eleições para o Senado, Jucá descartou qualquer possibilidade de concorrer a essa posição novamente, afirmando que não deseja “mais ficar oito anos no Congresso”.
Sobre uma possível candidatura à presidência da Câmara em 2027, ele considerou a ideia prematura, afirmando que seu foco é contribuir para fortalecer o Congresso e reduzir a polarização.
“Eu prego nacionalmente unir o país e acabar com essa guerra fratricida que nós estamos tendo”, comentou, mencionando que a política atual em Brasília se assemelha a uma “briga de rua”.
No âmbito estadual, Jucá indicou que, caso ocorra a cassação do governador Antonio Denarium e do vice-governador Edilson Damião, a ex-prefeita Teresa Surita será a candidata do MDB em uma eventual eleição suplementar. Se não houver nova eleição, ela poderá ser candidata ao Senado.
Em relação ao prefeito Arthur Henrique e ao PL, ele destacou um alinhamento histórico entre os partidos. Jucá mencionou uma reunião com Arthur e Teresa para discutir os próximos passos, afirmando que ambos estarão unidos nas candidaturas.
Sobre a candidatura de Arthur ao Governo, o ex-senador disse que a unidade política está sendo construída, apesar das rivalidades locais.
Jucá mantém um diálogo aberto com Edilson Damião, afirmando que o MDB está disposto a conversar com todos.
O partido almeja eleger três deputados federais e três estaduais, reconhecendo que montar chapas para 2026 será um desafio.
“Ao máximo, cinco partidos conseguirão formar chapa para deputado federal”, avaliou.
Em nível nacional, Jucá foi claro ao afirmar que o MDB não apoiará a reeleição do presidente Lula. “O MDB não irá coligar com o presidente Lula, não vai apoiar a esquerda”, disse.
Ele defendeu que o partido busque um candidato da centro-direita, mencionando Flávio Bolsonaro como uma opção de apoio. Segundo Jucá, o MDB deseja ocupar um espaço central e influenciar o debate nacional.
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