JPMorgan inicia cobertura da Aura Minerals com compra e vê potencial de alta de 30%
JPMorgan inicia cobertura da Aura Minerals com recomendação de compra
25/02/2026 10h44
O JPMorgan deu início à cobertura da Aura Minerals (BDR: AURA33) com recomendação overweight e estabeleceu um preço-alvo de US$ 105 por ação até o final de 2026, o que representa um potencial de valorização de 30%.
Segundo a análise do banco, a Aura é essencialmente uma produtora de ouro, com aproximadamente 90% de suas receitas oriundas desse metal precioso. O JPMorgan mantém uma perspectiva otimista em relação ao ouro.
A equipe de commodities, liderada por Gregory Shearer, estima que o preço do ouro chegue a US$ 6.300 por onça até o final de 2026 e atinja US$ 6.600 em 2027, comparado ao nível atual de cerca de US$ 5.000 por onça. Essa visão positiva é sustentada pela forte demanda de investidores e instituições financeiras.
Embora a Aura não possa ser completamente comparada às grandes mineradoras do setor devido ao seu menor porte e perfil de risco mais elevado, o JPMorgan considera a empresa uma maneira atrativa de exposição ao ouro.
Aura: trajetória de crescimento
Desde 2017, a companhia ampliou suas operações de duas para sete, distribuídas em quatro países. O próximo projeto significativo, Era Dorada, deve estar plenamente operacional até 2028, com potencial para adicionar cerca de 100 mil onças à produção. A mineradora também garantiu uma oitava mina, Matupá, que, embora licenciada, ainda não foi incorporada aos modelos financeiros.
As projeções do JPMorgan indicam que os volumes devem crescer cerca de 75% até 2028, com uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 66% no EBITDA. A estratégia da Aura combina crescimento orgânico e aquisições, demonstrando capacidade de reestruturação de ativos adquiridos. Projetos como Almas e Borborema já estão contribuindo significativamente para o valor patrimonial líquido, estimado em US$ 3,5 bilhões.
O JPMorgan ressalta que a Aura possui uma estrutura de capital sólida, com alavancagem líquida negativa de 0,3 vezes a Dívida Líquida/EBITDA projetada para 2026, o que garante flexibilidade para novos investimentos. A mineradora também prioriza a distribuição de dividendos, alocando 20% do EBITDA, excluindo capex de manutenção e exploração.
Para 2026, as estimativas do banco incluem um yield de fluxo de caixa livre de 13,7% e um dividend yield de 4,1%, com um crescimento acumulado de aproximadamente 17% nos dividendos entre 2026 e 2028, à medida que a produção e o EBITDA alcançam seus picos.
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