Jorge Jesus diz que deixou o Flamengo por causa da covid: ‘Se era pra morrer, que fosse em Portugal’
Jorge Jesus diz que deixou o Flamengo por causa da covid: ‘Se era pra morrer, que fosse em Portugal’
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Equipe rubro-negra mandou embora técnico multicampeão e conquistou taça na estreia do novo comandante português. Crédito: Mauro Beting
O atual treinador do Al Nassr, Jorge Jesus, começa a escrever textos de sua própria autoria no jornal português Record e revela sua saudade do Brasil.
Em “Na cidade maravilhosa”, nome que leva a coluna inaugural, o técnico conta detalhes de sua estadia no país, enquanto treinava o clube. Com tom de saudade, o português revela que o Rubro Negro foi o maior clube que já treinou em sua carreira.
Segundo os estudos, só o Barcelona supera a ‘Nação rubro-negra’ em número de torcedores. Mas com a grandeza vem a exigência, por vezes sufocante, dada a disputa com o Palmeiras, pelo troféu de ‘clube com mais títulos do Brasil’. “O maior clube que treinei foi o Flamengo. Segundo os estudos, só o Barcelona supera a ‘Nação rubro-negra’ em número de torcedores. Mas com a grandeza vem a exigência, por vezes sufocante, dada a disputa com o Palmeiras, pelo troféu de ‘clube com mais títulos do Brasil” disse Jesus.
O treinador ainda comentou sua relação com os jogadores. “Foi o grupo que mais se interessou e preocupou comigo. Interessavam-se em saber o porquê dos exercícios e das conversas com alguns durante o treino. E eu ficava no gramado explicando tudo, no final”.
Jorge Jesus saiu do comando do Flamengo em 2020 com o motivo principal, para ele, serem a Pandemia da covid-19. Testando positivo o técnico ficou em isolamento, sendo acompanhado por médicos e funcionários. “O meu primeiro teste deu positivo e o segundo deu inconclusivo. Por precaução fui fechado no apartamento, sozinho. Os médicos me visitavam vestidos com roupas anti-contágio e os funcionários do clube deixavam a comida à minha porta. Tocavam e fugiam antes de eu abrir. Sentia-me numa prisão. Via as notícias e no Brasil a covid parecia sentença de morte. Então decidi, se era para morrer, que fosse em Portugal. E vim embora. Sem a pandemia, se calhar hoje ainda estaria no Flamengo. Entre julho de 2019 e abril de 2020 ganhamos cinco troféus e só perdemos quatro jogos.”
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