Jorge & Mateus

Jorge e Mateus e produtor são condenados a indenizar profissionais após episódio na Festa do Peão de Americana

Jorge e Mateus e produtor condenados a indenizar profissionais

A dupla sertaneja Jorge e Mateus e o produtor William Clemente foram condenados em primeira instância a indenizar os profissionais Nathalia Magalhães da Silva e Pedro Henrik Meira da Silva por danos morais, relacionados a um incidente ocorrido na Festa do Peão de Americana, há cerca de um ano e sete meses.

O episódio aconteceu no dia 15 de junho de 2024. Segundo o processo, os profissionais estavam no evento para prestar serviços de maquiagem e penteado aos artistas.

Ação e uso indevido de materiais

O processo relata que os contratados foram mantidos em espera por mais de quatro horas. Eles alegam que materiais profissionais de sua propriedade foram utilizados sem autorização. Conforme os autos, os produtos foram levados ao camarim, mas os profissionais foram obrigados a deixar o local após solicitação da produção. O uso dos produtos teria sido feito pela esposa de Jorge.

Lesão corporal

Em um determinado momento, Nathalia começou a gravar os funcionários para registrar a situação e denunciar o uso indevido dos materiais. De acordo com o processo, William teria tomado o celular de suas mãos, caracterizando lesão corporal. Um laudo de exame de corpo de delito constatou que Nathalia sofreu uma lesão leve no punho.

A Justiça determinou que R$ 50 mil sejam pagos a Nathalia e R$ 20 mil a Pedro, a título de compensação por danos morais.

Defesa dos profissionais

O advogado Fernando Figueiredo, que representa os profissionais, afirmou que a decisão reconheceu o tratamento degradante, o uso indevido de materiais e a agressão física, confirmada por laudo pericial. Ele destacou que a Justiça reconheceu que a dupla, apesar de não ter participado diretamente da agressão, tinha conhecimento da presença dos profissionais no local.

“Recebemos a decisão com a serenidade de quem buscou o restabelecimento da verdade e da dignidade, amparado por um conjunto probatório robusto de vídeos, documentos, testemunhas e laudo pericial. O que se espera é que decisões como esta cumpram sua função pedagógica, contribuindo para que situações semelhantes não se repitam, especialmente no que diz respeito ao respeito à dignidade e à valorização do trabalho profissional”, declarou a defesa.

Cabe recurso

A decisão ainda cabe recurso e foi proferida em primeira instância. A assessoria de imprensa da dupla não se manifestou até o fechamento desta matéria.


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