Jorge Ben Jor é rei na abertura da novela 'A nobreza do amor' com a majestosa gravação original de 'Zumbi'
Jorge Ben Jor é rei na abertura da novela 'A nobreza do amor' com a majestosa gravação original de 'Zumbi'
12/03/2026 16h23 Atualizado 12/03/2026
Imagem da abertura da novela 'A nobreza do amor', próxima atração da Globo no horário das 18h, vista ao som de 'Zumbi' (Jorge Ben Jor, 1974) — Foto: Reprodução / Vídeo
♬ Uma sensação de encantamento foi recorrente nas redes sociais desde que a TV Globo divulgou a abertura da próxima novela das 18h da emissora, “A nobreza do amor”, programada para estrear na próxima segunda-feira, 16 de março.
Em rotação desde o início da tarde de hoje, 12 de março, a abertura de “A nobreza do amor” está entre as mais belas da história da teledramaturgia brasileira, tendo sido construída inteiramente em animação.
Criada pela equipe de Will Nunes sob supervisão de Chris Calvet, a abertura expõe cores que remetem à África – ponto de partida da história, iniciada com golpe no fictício reino de Batanga – entre símbolos e referências da arte africana e da cultura afro-brasileira.
E tudo faz sentido quando a escolha da música de abertura é “Zumbi”, de Jorge Ben Jor. O cantor, compositor e músico carioca é um dos reis da música do Brasil desde os anos 1960, quando embutiu no toque do violão uma bossa negra ao apresentar em 1963 um samba feito em esquema realmente novo.
A música “Zumbi” é ouvida na abertura de “A nobreza do amor” na gravação original acústica feita por Ben Jor para um dos álbuns mais cultuados do artista, “A tábua de esmeraldas”, lançado em 1974. A partir do álbum seguinte, “Solta o pavão”, lançado em 1975, o alquimista deu início a um processo de eletrificação da obra em transição que foi concluída na segunda metade dos anos 1970.
No meio desse processo, Ben Jor regravaria “Zumbi” com mais peso em outro álbum antológico, sintomaticamente “África Brasil” (1976), mas a gravação original tem um charme que potencializa o encantamento da abertura da novela “A nobreza do amor” e que se afina com o mítico universo afro-brasileiro da história de Duca Rachid, Elísio Lopes Júnior e Júlio Fischer. Até porque a obra majestosa de Jorge Ben Jor nas décadas de 1960 e 1970 é um dos elos do Brasil com a África.
O cantor e compositor Jorge Ben Jor tem obra que se afina com a estética africana da novela 'A nobreza do amor' — Foto: Divulgação / Fernando Young
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