Jaques Wagner nega vínculo do PT com caso Banco Master
Jaques Wagner refuta ligação do PT com escândalo do Banco Master
Durante a sessão da CPMI do INSS nesta quinta-feira (26), o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), contestou as afirmações do senador Rogério Marinho (PL-RN), que havia feito uma conexão entre o escândalo do Banco Master e a venda de uma rede estadual de supermercados na Bahia.
Wagner argumentou que a comparação apresentada em um vídeo exibido na comissão distorce a realidade. Ele destacou que a rede foi criada nos anos 1990 por administrações ligadas ao então PFL, partido que fazia parte da base política de Marinho na época.
"Os liberais da Bahia criaram uma rede de supermercados estatal", afirmou o senador. Ele detalhou que a empresa enfrentava prejuízos anuais de até R$ 80 milhões, tornando-se insustentável. "Fomos à Bolsa de Valores duas vezes e o certame foi vazio. Ninguém queria comprar aquele trambolho, aquele dinossauro."
Wagner esclareceu que, após dois leilões sem interessados, o governo baiano decidiu pela venda direta, conforme a legislação permite. Ele informou que a operação foi realizada com um fundo espanhol, que assumiu o controle da rede e do chamado "Cartão Sexta", um benefício destinado a servidores públicos para compras com prazo de pagamento.
O senador ressaltou que a ligação posterior do Banco Máxima, que foi rebatizado como Master, ao grupo empresarial ocorreu com autorização do Banco Central já durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele defendeu que não há qualquer relação entre a operação realizada na Bahia e o escândalo que está sendo investigado.
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