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James Webb identifica galáxia com “tentáculos” mais distante já vista

James Webb identifica galáxia com “tentáculos” mais distante já vista

O Telescópio Espacial James Webb permitiu a identificação de uma galáxia do tipo “água-viva” por pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá. O objeto está localizado a uma distância que faz sua luz viajar 8,5 bilhões de anos até chegar ao nosso planeta. O periódico científico The Astrophysical Journal publicou a descoberta.

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O Dr. Ian Roberts, bolsista pós-doutoral Banting no Centro de Astrofísica de Waterloo, liderou a equipe que localizou o objeto durante análise de observações do campo COSMOS (Cosmic Evolution Survey Deep field). A galáxia apresenta longas correntes de gás e estrelas recém-formadas que se estendem para trás, formando assim estruturas alongadas semelhantes a tentáculos.

De acordo com o ScienceDaily, essa descoberta é um marco importante na compreensão de como galáxias se transformavam em ambientes densos do universo primitivo.

O objeto possui formato de disco relativamente típico. Aglomerados azuis brilhantes se espalham ao longo de suas correntes traseiras. Esses nódulos luminosos são estrelas extremamente jovens cujas idades indicam formação fora do corpo principal da galáxia, dentro do gás empurrado para longe.

Galáxia água-viva: uma reviravolta na compreensão do universo primitivo

Formação das estruturas em formato de tentáculos

As galáxias do tipo água-viva recebem essa denominação devido às longas correntes fluidas de gás que se estendem atrás delas. Esses objetos se deslocam através de aglomerados galácticos repletos de gás extremamente quente.

O gás circundante exerce pressão contra as galáxias durante o movimento. Assim, esse processo funciona como um vento frontal poderoso que varre o gás própio da galáxia para trás, formando filamentos alongados. Os astrônomos denominam esse fenômeno de remoção por pressão de aríete.

“Estávamos examinando uma grande quantidade de dados desta região bem estudada do céu com a esperança de identificar galáxias água-viva que não haviam sido estudadas antes”, disse o Dr. Roberts. “No início de nossa busca nos dados do James Webb, identificamos uma galáxia água-viva distante e não documentada que despertou interesse imediato.”

Localização e características da descoberta

A equipe descobriu a galáxia enquanto estudava o campo COSMOS, uma região do céu examinada extensivamente por múltiplos telescópios. Os astrônomos selecionaram essa área porque ela está localizada distante do plano lotado da Via Láctea, reduzindo assim interferências de estrelas e poeira próximas.

Além disso, a região também está posicionada de modo que telescópios em ambos os hemisférios possam observá-la. Ou seja, não possui objetos brilhantes em primeiro plano que possam bloquear a visão.

A galáxia está posicionada em z = 1,156. Esse valor significa que sua luz viajou durante 8,5 bilhões de anos até alcançar a Terra. Os cientistas observam o objeto como ele aparecia quando o universo tinha aproximadamente 5,5 bilhões de anos.

Implicações para a compreensão do universo primitivo

A descoberta levanta questões sobre as condições que existiam 8,5 bilhões de anos no passado. Muitos cientistas acreditavam que aglomerados de galáxias naquela época ainda estavam se formando e que a remoção por pressão de aríete era relativamente rara.

“Essa descoberta abre uma nova perspectiva sobre a evolução das galáxias e as condições do universo primitivo”, disse o Dr. Roberts. “A remoção por pressão de aríete pode ter desempenhado um papel importante na formação de galáxias e na transformação de ambientes cósmicos densos.”


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