“Já se pensa em retorno”, diz líder da Fecomércio preso em navio em Dubai
Situação a Bordo de Cruzeiro em Dubai Começa a Melhorar
O vice-presidente da Fecomércio-ES, José Carlos Bergamin, um dos brasileiros a bordo de um cruzeiro em Dubai, enviou um vídeo à CNN Brasil nesta terça-feira (3), informando que a tensão entre os passageiros diminuiu e que o retorno ao Brasil já é uma possibilidade.
“Agora a gente já domina tudo isso, já se pensa em retorno. Ontem o navio informou que há possibilidade de voos saindo de Dubai no final desta semana. Os primeiros a embarcar serão aqueles com voos atrasados. De maneira otimista, a previsão é que possamos sair neste final de semana; de maneira mais pessimista, ao longo da próxima semana”, afirmou Bergamin.
Ele também ressaltou que, apesar do contexto crítico, os passageiros estão seguros, em um local adequado e com estrutura necessária.
“Os capixabas podem ficar tranquilos quanto à nossa segurança. Não sabemos exatamente quando e como retornaremos, mas estamos confiantes de que voltaremos bem, sem maiores dificuldades. Temos certeza disso e seguimos na fé”, declarou.
Bergamin ainda compartilhou detalhes dos comunicados feitos pelo navio para tranquilizar os hóspedes.
“Nossa tripulação continua cuidando da segurança e do bem-estar. O navio é o lugar mais seguro para permanecermos. Os hóspedes podem desembarcar, mas pedimos que permaneçam na área do terminal, conforme orientações das autoridades locais”, informou a MSC Cruzeiros.
Em nota, a MSC afirmou que está em contato próximo com as autoridades locais e parceiros internacionais sobre os voos de repatriação organizados pelas embaixadas, que são geridos diretamente pelas autoridades competentes.
“A bordo, a situação permanece calma. Os hóspedes têm acesso total a todos os serviços e instalações do navio, e garantimos um alto padrão de atendimento, conforto e apoio tanto para os hóspedes quanto para a tripulação”, completou a companhia.
Contexto Atual no Oriente Médio
Os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra o Irã no sábado (28), em meio a crescentes tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime iraniano iniciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques. Após a confirmação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que vingar os ataques de Israel e dos Estados Unidos é um "direito e dever legítimo".
Em resposta, Trump advertiu o Irã contra ações retaliatórias, afirmando: "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As hostilidades entre os envolvidos continuam neste domingo.
← Voltar para as notícias