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Já passou da hora de chamar Trump pelo que ele é: o grande líder do neofascismo mundial

Donald Trump, presidente dos EUA, não é apenas um autocrata de extrema direita. Ele representa um totalitarismo que busca controlar o destino do mundo.

A Lei de Godwin, criada em 1990, critica a banalização das comparações com o nazismo, afirmando que discussões prolongadas tendem a gerar menções a Adolf Hitler. Contudo, Trump desafiou essa norma, levando até seu criador a considerar válidas as comparações entre ele e o ditador alemão.

Não há dúvida de que Trump é um dos principais líderes do neofascismo global. A transformação da democracia americana em uma autocracia de viés fascista é um debate legítimo, mas a rotulação de Trump como um autocrata neofascista não deve ser contestada.

É preocupante como muitos veículos de comunicação hesitam em nomear a realidade do fascismo evidente. Essa relutância é um convite ao abismo. O que se espera para reconhecer o que está em jogo? Que Trump ordene assassinatos em massa?

Desde que assumiu, ele já preencheu a cartela do bingo do fascismo. Recentemente, ficou evidente que não é apenas um autocrata; trata-se de um totalitário em busca de domínio global.

O presidente sequestrou Nicolás Maduro, líder da Venezuela, com o intuito de controlar o petróleo daquele país, demonstrando um colonialismo do século XXI. Além disso, suas ameaças de invadir a Groenlândia e sua postura belicosa em relação à Europa revelam sua intenção de reescrever a ordem mundial, usando a força para impor sua vontade.

Embora o imperialismo americano não tenha começado com ele, a escalada atual possui contornos fascistas. Trump espalha terror tanto externa quanto internamente. Compará-lo a Hitler não é exagero, mas uma necessidade para aqueles que valorizam a precisão.

Ele pode não ter cometido genocídios em massa, mas a essência do fascismo está presente em suas ações. Hitler não começou como um ditador genocida; ele criminalizou adversários políticos, demonizou imigrantes e prometeu restaurar a grandeza de sua nação. O mesmo padrão está sendo seguido por Trump.

A transformação do ICE em uma força paramilitar que persegue imigrantes é uma evidência clara da situação atual. Trump destinou US$ 175 bilhões para o ICE até 2029, superando o gasto anual de todas as forças armadas, exceto as dos EUA e da China.

A comparação do ICE com a Ku Klux Klan é válida, considerando o caráter supremacista que transparece nas ações do governo. O Departamento de Segurança Interna recentemente usou referências neonazistas em sua propaganda, o que não é um caso isolado.

No Brasil, a ligação com ideologias nefastas não se limita ao bolsonarismo. O MBL, um grupo da extrema direita, trouxe Curtis Yarvin, um ideólogo do trumpismo, para palestras. Yarvin é conhecido por defender a substituição da democracia por regimes autoritários e relativiza a questão do supremacismo branco.

A ascensão do novo partido de Kim Kataguiri, o Missão, e suas conexões com ideais extremistas são alarmantes. A grande imprensa brasileira muitas vezes minimiza esses perigos, tratando o partido como uma opção moderada.

As relações entre a extrema direita brasileira e o neonazismo são semelhantes às do trumpismo. Embora a situação no Brasil seja mais velada, as semelhanças com os EUA são inegáveis.

Mesmo com a prisão de líderes extremistas, o fascismo continua a pairar. A falta de coragem da imprensa em nomear as realidades chocantes permite que essas ideologias cresçam.

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