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Israel volta a atacar Irã neste domingo (1º) após morte de Khamenei

Israel intensifica ataques ao Irã após morte de Khamenei

Neste domingo (1º), Israel anunciou uma série de ataques aéreos em Teerã, buscando estabelecer controle sobre o espaço aéreo da capital, após a morte do líder supremo Ali Khamenei. A operação aumentou as preocupações sobre a instabilidade na região do Oriente Médio.

Ao longo do dia, a força aérea israelense conduziu ataques visando abrir o "caminho para Teerã". As Forças Armadas de Israel afirmaram que a maioria dos sistemas de defesa aérea do oeste e centro do Irã foi neutralizada.

O porta-voz militar, tenente-coronel Nadav Shoshani, declarou que muitos alvos ainda estão em aberto, incluindo instalações do complexo militar-industrial. Ele afirmou: "Possuímos as capacidades e os objetivos para continuar por quanto tempo for necessário".

Em resposta a questionamentos sobre um possível envio de tropas terrestres ao Irã, Shoshani negou essa possibilidade, embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tenham incentivado os iranianos a aproveitarem a situação para derrubar seus líderes.

Reações ao assassinato de Khamenei

Após o anúncio da morte de Khamenei, a mídia estatal iraniana confirmou que ele foi assassinado durante um ataque aéreo, que também resultou na morte de sua filha, neta, nora e genro. Especialistas acreditam que, apesar da perda significativa, isso não implica no fim do regime clérigo no Irã ou da influência da Guarda Revolucionária.

O presidente russo Vladimir Putin, em comunicação com o líder iraniano, classificou o assassinato como um ato "cínico", violando normas de moralidade e direito internacional. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, descreveu a morte de Khamenei como um "momento decisivo" na história do Irã, sugerindo a possibilidade de um futuro diferente para o país.

A sucessão e a instabilidade regional

A Constituição do Irã prevê que o Líder Supremo seja escolhido pela Assembleia de Peritos, composta por 88 membros que supervisionam essa figura. O aiatolá Alireza Arafi foi designado para integrar o Conselho de Liderança, que exercerá as funções do líder supremo até a escolha de um sucessor.

Duas fontes americanas relataram que Israel e os Estados Unidos planejaram o ataque em um momento em que Khamenei se reunia com assessores. Fontes internas indicaram que o governo iraniano buscaria rapidamente um sucessor para transmitir estabilidade.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Abdolrahim Mousavi, também foi morto nos ataques. Após represálias do Irã com ataques aéreos, Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados Árabes Unidos, pediu a Teerã que "voltasse à realidade".

Aumento da tensão e represálias

Trump alertou que os Estados Unidos reagiriam com "força nunca antes vista" a qualquer retaliação do Irã. Ele enfatizou que a nação persa havia declarado intenções de atacar e que isso não seria aceito.

Em meio a esses eventos, o Irã prometeu "golpes aterrorizantes" em resposta a Trump e Netanyahu. A situação se agravou com ataques a um petroleiro nas proximidades de Omã, que resultaram em feridos.

Neste domingo, confrontos ocorreram no Paquistão, com a polícia enfrentando manifestantes em Karachi, enquanto no Iraque, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar protestos em Bagdá.

Impacto nas rotas aéreas e economia

Os ataques aéreos causaram interrupções significativas nas viagens aéreas globais, com aeroportos importantes do Oriente Médio, como Dubai e Doha, permanecendo fechados. Explosões continuaram a ser ouvidas, e a segurança na região do Golfo Pérsico permanece alta.

Trump justificou os ataques como uma maneira de acabar com uma ameaça de longa data do Irã e evitar que o país desenvolvesse armas nucleares. Ele lembrou o sequestro da embaixada dos Estados Unidos em 1979, que ainda marca as relações entre os dois países.

A liderança iraniana, já sob pressão devido a uma economia debilitada por sanções, enfrenta desafios internos e externos, com manifestantes dispostos a protestar novamente, apesar da repressão.


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