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Israel diz ter matado comandante do Irã para o Líbano em ataque a Teerã

FDI afirmam ter eliminado comandante iraniano em Teerã

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram a morte de um comandante da Força Quds do Irã, a unidade da Guarda Revolucionária Islâmica encarregada de operações no exterior, durante um ataque em Teerã.

Os militares israelenses identificaram o oficial como Daoud Ali Zadeh, descrito como o “comandante temporário” do Corpo do Líbano da Força Quds e o oficial iraniano de “mais alta patente” encarregado das operações no Líbano.

O predecessor de Zadeh, Hassan Mahdavi, já havia sido eliminado em um ataque anterior das forças israelenses, conforme informações do Exército.

A CNN não conseguiu verificar a afirmação de maneira independente, e o Irã ainda não se manifestou sobre o ocorrido.

Atividades e operações no Líbano

Zadeh liderava uma divisão que presta apoio ao Hezbollah na formação de suas forças, funcionando como uma ligação entre a cúpula da Guarda Revolucionária e a liderança da milícia libanesa. As FDI ressaltaram que o Corpo do Líbano serve como um canal entre a Guarda Revolucionária e o Hezbollah, grupo que Israel tem atacado repetidamente desde o dia 2 deste mês.

Após o anúncio da morte de Zadeh, o porta-voz militar israelense Avichay Adraee fez um alerta aos “representantes restantes do Ministério do Terrorismo iraniano no Líbano”, aconselhando-os a deixar o país antes de serem alvejados.

Adraee também enfatizou que os “representantes do regime iraniano” teriam um prazo de 24 horas para abandonar o Líbano, advertindo que, após esse período, nenhum local no país seria considerado um refúgio seguro para integrantes do regime.

Tensão crescente no Oriente Médio

Os Estados Unidos e Israel deram início a uma série de ataques contra o Irã no último sábado (28), em meio a crescentes tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano.

O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que hospedam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana divulgou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi uma das supostas vítimas dos ataques realizados por forças norte-americanas e israelenses.

Após a divulgação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou promover a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera se vingar dos ataques como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Donald Trump advertiu o Irã contra ações retaliatórias, afirmando que "é melhor que eles não façam isso, porque, se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As hostilidades entre os envolvidos continuam a se intensificar.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã prosseguiriam "ininterruptamente durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".


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