infomoney

Israel diz que irá ocupar “novas posições” no sul do Líbano

Israel anuncia ocupação de "novas posições" no sul do Líbano

03/03/2026 07h48

Atualizado 16 minutos atrás

O ministro da Defesa de Israel comunicou nesta quarta-feira (3) que as Forças de Defesa de Israel (IDF) foram instruídas a ocupar “novas posições” no sul do Líbano. Essa ação representa uma intensificação das operações terrestres contra o grupo Hezbollah, aliado do Irã na região. A informação foi veiculada pela emissora France 24.

A decisão de avançar ocorre após dias de confrontos intensificados no Líbano. Autoridades israelenses reportaram a retirada de tropas libanesas de várias posições avançadas ao longo da fronteira. Essa estratégia terrestre amplia as operações militares que já incluíam ataques aéreos e de artilharia direcionados a alvos associados ao Hezbollah.

No contexto regional, um ataque com drones atingiu a embaixada dos EUA na Arábia Saudita, resultando no fechamento da representação, mas sem deixar feridos, conforme fontes locais. A tensão aumentou após a ofensiva de EUA e Israel contra o Irã.

Sobre o impacto nos mercados, a gestora Kinea avaliou que o estresse é passageiro, considerando que há uma quantidade significativa de petróleo estagnada no mar. A análise sugere que o preço do petróleo pode permanecer sustentável em torno de US$ 70, com possibilidade de queda caso o conflito se aproxime do fim e o risco de bloqueios no Estreito de Ormuz diminua.

De acordo com o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, a recente ação é uma resposta às atividades do Hezbollah, que, segundo Tel Aviv, colocam em risco a segurança das comunidades no sul do Líbano e do território israelense. O ministro da Defesa destacou que o movimento visa aumentar a proteção das áreas fronteiriças e desmantelar a capacidade operacional do Hezbollah.

Esses deslocamentos ocorrem em um cenário de escalada de hostilidades no Oriente Médio, que se intensificou desde o início da ofensiva conjunta de EUA e Israel contra o Irã, no último sábado (28). Os ataques resultaram na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e de altos comandos militares, segundo relatos da mídia iraniana. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra alvos israelenses, bases americanas e países do Golfo que abrigam tropas dos EUA.

Desde então, as operações contra o Hezbollah no Líbano se intensificaram, com Israel emitindo ordens de evacuação para vilarejos próximos às posições do grupo e realizando bombardeios que geraram colunas de fumaça visíveis nos subúrbios de Beirute. Autoridades libanesas confirmaram a retirada do exército de diversas posições avançadas na fronteira.


← Voltar para as notícias