Israel avalia operação terrestre no Líbano após ataques
Israel considera operação terrestre no Líbano após novas hostilidades
O porta-voz das Forças Armadas de Israel declarou que “todas as opções estão em aberto” ao ser questionado sobre a possibilidade de uma operação terrestre no Líbano, em resposta à nova escalada de conflitos na região.
Na manhã de segunda-feira, o Hezbollah disparou seis projéteis contra o norte de Israel, o que levou a um intenso bombardeio israelense em Beirute e no sul do Líbano.
Durante uma coletiva nesta segunda (2), o general de brigada Effie Defrin anunciou a mobilização de cerca de 100 mil reservistas, incluindo dezenas de batalhões e brigadas, prontos para atuar na defesa da fronteira norte. Ele enfatizou que “todas as opções estão na mesa” e que avaliações contínuas da situação estão sendo realizadas.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) atacaram “dezenas” de centros de comando e bases de lançamento do Hezbollah, mirando também em comandantes de alto escalão.
Desde que um cessar-fogo foi estabelecido em 2024, Israel tem realizado ataques frequentes a alvos do Hezbollah, alegando que o grupo, apoiado pelo Irã, tem violado a trégua ao reconstituir suas forças.
Os ataques mais recentes, no entanto, foram em uma escala bem maior do que os anteriores.
“O Hezbollah disparou na noite passada. Nós o alertamos. Ele pagará um alto preço. Estamos bem preparados”, afirmou Defrin.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu aniquilar as forças armadas do Irã e destruir seu programa nuclear. Em um vídeo de oito minutos na rede Truth Social, Trump acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”.
Diferentemente da última ofensiva conjunta de EUA e Israel contra o Irã, em junho de 2025, os ataques atuais começaram durante o dia, na madrugada deste sábado, enquanto milhões de iranianos se dirigiam ao trabalho ou à escola.
Enquanto os ataques americanos anteriores se encerraram rapidamente, fontes indicaram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas dos EUA planejam uma campanha de vários dias.
O regime iraniano respondeu com uma onda de ataques sem precedentes em várias partes do Oriente Médio, com explosões relatadas em países que abrigam bases militares americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
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