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Israel amplia ofensiva e atinge Hezbollah no Líbano; ao menos 31 morrem

Intensificação do Conflito: Israel Ataca Hezbollah no Líbano e Deixa 31 Mortos

Israel intensificou sua ofensiva com novos ataques aéreos direcionados ao Hezbollah no Líbano, nesta segunda-feira, 2 de março de 2026. A ação ocorre em meio a uma escalada de tensões, com Teerã anunciando uma nova série de mísseis contra o território israelense. O confronto, que teve início após ações militares dos Estados Unidos e de Israel no último fim de semana, se expande por toda a região do Oriente Médio.

A agência NNA do Líbano reportou que pelo menos 31 pessoas perderam a vida e 149 ficaram feridas devido aos bombardeios israelenses em subúrbios ao sul de Beirute controlados pelo Hezbollah. As autoridades israelenses afirmaram que os ataques foram direcionados a posições estratégicas e a integrantes de alta patente do grupo, que é um aliado próximo do Irã.

Em resposta, o Hezbollah lançou mísseis e drones contra Israel, justificando a ação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Sirenes de alerta soaram em Tel Aviv e Jerusalém por volta das 7h locais, em resposta a novos disparos oriundos do Irã. A Guarda Revolucionária iraniana informou que os alvos incluídos em seus ataques abarcaram o complexo do governo israelense em Tel Aviv, além de centros militares em Haifa e áreas de Jerusalém Oriental.

Explosões também foram registradas em Teerã e na cidade de Sanandaj, onde ao menos três pessoas morreram, conforme reportado pela mídia estatal. As Forças Armadas de Israel declararam ter estabelecido superioridade aérea sobre a capital iraniana, atingindo centros de inteligência, segurança e comando militar.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou em entrevistas que a ofensiva pode se prolongar por pelo menos quatro semanas. Em um vídeo divulgado no domingo, ele afirmou que os ataques continuarão até que “todos os nossos objetivos sejam alcançados”. Um assessor da Casa Branca mencionou à Reuters que, embora haja espaço para diálogo com uma futura liderança iraniana, a operação militar prossegue “sem interrupção”.

O Irã confirmou que um conselho, formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário e por um membro do Conselho dos Guardiães, assumiu interinamente as funções do líder supremo. Em uma postagem na rede X, Ali Larijani, assessor de Khamenei, afirmou que o país não negociará com Trump e criticou o presidente americano.

O conflito também teve repercussões em outros países do Golfo. O Kuwait relatou ter interceptado drones e emitiu um alerta de segurança após ameaças de mísseis. Uma base da Força Aérea Britânica em Akrotiri, no Chipre, foi atingida por um drone durante a madrugada, resultando em danos limitados e sem vítimas.

Testemunhas relataram explosões em Dubai, Doha e nas proximidades de Abu Dhabi. A Guarda Revolucionária declarou ter atingido três petroleiros dos EUA e do Reino Unido no Golfo e no Estreito de Hormuz, além de bases militares no Kuwait e no Bahrein.

Os primeiros relatos de mortos americanos foram confirmados no domingo, com três militares dos EUA perdendo a vida em uma base no Kuwait, segundo autoridades. Trump prestou homenagem aos soldados e alertou sobre a possibilidade de novas baixas.

Desde o início das operações no sábado, as forças americanas realizaram mais de 1.000 ataques contra alvos no Irã, conforme informações do Pentágono. O presidente dos EUA também afirmou que nove navios da Marinha iraniana e uma instalação naval foram destruídos.


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