Irmãs são presas por distribuir medicamentos ...
Irmãs presas por distribuir medicamentos emagrecedores contrabandeados
Duas irmãs foram detidas por envolvimento na distribuição de medicamentos emagrecedores contrabandeados do Paraguai, conforme anunciou a Polícia Federal em Divinópolis, Minas Gerais. A operação, chamada Good Shape, ocorreu no dia 19 de fevereiro, com a colaboração da Polícia Civil de Alpinópolis.
As investigações revelaram que os produtos eram anunciados em redes sociais e grupos de WhatsApp. A primeira suspeita, de 28 anos, foi presa em Ciudad del Este, Paraguai, e será extraditada para o Brasil. A segunda, de 27 anos, foi capturada em São José da Barra, no Sudoeste de Minas Gerais.
Além das prisões, a Justiça Federal decretou o sequestro de bens e valores que totalizam R$ 500 mil, além do bloqueio das redes sociais utilizadas para a venda dos produtos ilegais.
As investigações começaram em agosto de 2025, após informações da Polícia Civil de Alpinópolis. Descobriu-se que uma das irmãs cursava medicina no Paraguai e liderava um esquema de remessa dos medicamentos para vendedoras em São Paulo, São José da Barra e cidades do Nordeste. Em 31 de julho de 2025, um cliente identificado pela polícia revelou que a fornecedora se apresentava como médica e afirmava ter acesso a receitas para o uso dos produtos.
No dia 30 de dezembro de 2025, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa das envolvidas, onde foram encontrados celulares com informações sobre os crimes. Apesar da investigação em curso, as irmãs continuaram suas atividades ilegais, levando à decretação de suas prisões.
Os medicamentos, conhecidos como "canetas do Paraguai" ou "monjauro do Paraguai", contêm o princípio ativo tirzepatida e são de marcas com importação proibida pela ANVISA. Esses produtos não têm registro no Brasil e não passam por controle de qualidade, apresentando alto risco de falsificação.
As irmãs enfrentarão acusações de contrabando, falsificação de produtos medicinais, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem variar de 19 a 42 anos de prisão.
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