Irmãos de Ciro Gomes vivem racha em disputa do Ceará e divergem sobre apoio a Elmano de Freitas
Tensão na Política Cearense: Divisão na Família Ferreira Gomes
A política no Ceará atravessa um período conturbado com a divisão na família Ferreira Gomes. Ciro Gomes se posiciona contra o governador Elmano de Freitas, enquanto seus irmãos, Cid e Lia, optam por apoiar o petista. Ivo Gomes, por sua vez, rompeu com Elmano após uma polêmica aliança com a família Rodrigues, adversários históricos dos Ferreira Gomes. Essa situação evidencia as divergências internas e as estratégias políticas em jogo, com Ciro tentando consolidar a direita e Camilo Santana, ex-governador e ministro da Educação, ingressando na campanha de Elmano.
O ex-ministro Ciro Gomes, agora filiado ao PSDB, lidera a oposição à reeleição de Elmano de Freitas (PT). Enquanto isso, Cid e Lia permanecem ao lado do governador. Ivo, ex-prefeito de Sobral, anunciou que não tem mais compromisso com Elmano após o petista se aliar à família Rodrigues, um movimento que Ivo considerou uma traição pessoal. Ele expressou sua insatisfação em uma entrevista à rádio local, enfatizando que Elmano não demonstrou consideração por ele.
Elmano, em resposta, afirmou que a aliança com os Rodrigues foi acordada com Cid, algo que Ivo contestou, alegando que tem conversado pouco com o irmão para evitar conflitos. Lia reforçou que apoia a decisão de Cid e que cada irmão tem suas próprias opiniões, buscando evitar uma maior complicação nas relações familiares.
Apesar das tensões, Ivo deixou claro que sua ausência na campanha de Elmano não equivale a um voto contra ele. Ciro, por outro lado, comentou que a relação entre ele e Ivo não tem a ver com política, e que não pretende dialogar com Cid sobre questões políticas.
A divisão entre Cid e Ciro remonta a três anos atrás, quando discordaram sobre quem deveria ser o candidato do PDT nas eleições estaduais de 2022. Enquanto Cid defendia a continuidade de Izolda Cela, Ciro apoiava Roberto Cláudio. Ivo alinhou-se com Cid, e Lia apoiou Ciro.
Ciro buscava um palanque no Ceará para sua campanha presidencial, que encontrou resistência no apoio à então governadora. O PT, que queria manter Izolda, rompeu com o PDT após a escolha de Ciro por Cláudio, resultando na vitória de Elmano com 54,02% dos votos.
Em novembro de 2023, Cid, Lia e Ivo deixaram o PDT e se filiaram ao PSB, distanciando-se ainda mais de Ciro. Esta movimentação também atraiu cerca de 50 prefeitos e outros políticos cearenses.
Embora existam divergências, Ciro e Cid compartilham visões semelhantes sobre a saída de Camilo Santana do Ministério da Educação para apoiar Elmano. Para Ciro, isso indica a fraqueza de Elmano em consolidar sua campanha, enquanto Cid acredita que a saída de Camilo, uma figura influente, poderia ser prejudicial para a reeleição do governador.
Ambos reconhecem que Camilo sempre foi uma figura importante, e sua possível saída do ministério poderia impactar negativamente a candidatura de Elmano. Cid expressou que a presença de Camilo é essencial, e sua saída poderia transformar sua influência em um fator negativo para o atual governante.
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