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Irã: Estreito de Ormuz está fechado e qualquer navio que tentar passar será incendiado

Irã fecha Estreito de Ormuz e ameaça incendiar navios

Nesta segunda-feira (2), o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, afirmando que qualquer embarcação que tentar atravessar será incendiada. A declaração foi feita pelo comandante da Guarda Revolucionária, em um comunicado que representa uma retaliação pela morte do líder supremo do país, ayatollah Ali Khamenei.

Embora a mídia iraniana tenha veiculado essa informação, a emissora americana Fox News reportou que o Comando Central dos EUA nega que o estreito esteja fechado.

O Estreito de Ormuz é uma rota crucial para a exportação de petróleo, conectando os principais produtores da região, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. O fechamento dessa passagem pode interromper um quinto do fluxo global de petróleo, elevando os preços do barril a até US$ 100.

Em um ataque recente, a Guarda Revolucionária iraniana lançou drones contra um petroleiro, conhecido como Athen Nova, que transitava pelo estreito. Antes do fechamento, a unidade militar já havia feito ameaças, afirmando que os "inimigos que mataram" Khamenei não estarão seguros "nem mesmo em casa".

A tensão aumentou após o presidente dos EUA, Donald Trump, manifestar confiança em sua ofensiva contra o Irã, afirmando que o conflito pode durar "quatro ou cinco semanas ou mais". Trump destacou a importância de eliminar a ameaça do regime iraniano, mencionando objetivos como a destruição de mísseis, desmantelamento da Marinha iraniana e a interrupção das "ambições nucleares" do país.

Trump também criticou o anterior acordo nuclear, afirmando que os EUA estão atacando as capacidades de mísseis do Irã, afundando pelo menos 10 navios iranianos. Em resposta às ações militares, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu responsabilização para os EUA e Israel por ataques a uma escola e um hospital iranianos, que resultaram em dezenas de mortes.

O clima de incerteza e tensão no Oriente Médio continua, com diferentes nações e líderes reagindo ao conflito em curso.


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