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Irã está pronto para fazer o que for necessário para acordo, diz autoridade

Irã disposto a tudo para negociar com os EUA

O Irã se mostra preparado para realizar “tudo o que for necessário” a fim de firmar um acordo com os Estados Unidos, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi, nesta terça-feira (24).

As partes devem se encontrar ainda nesta semana para avançar nas conversações.

“Desejamos fazer o que for necessário para que isso aconteça. Entraremos na sala de negociações em Genebra com total sinceridade e boa vontade”, afirmou Takht-Ravanchi em entrevista à NPR.

“Se houver disposição política de todos os lados, acredito que o acordo poderá ser alcançado rapidamente", completou.

O cenário se complica com as ameaças de Israel de atacar o Líbano caso o Hezbollah se envolva no conflito entre Irã e EUA.

As autoridades iranianas já participaram de duas rodadas de negociações indiretas, uma em Omã e outra na Suíça, com uma terceira reunião agendada para esta quinta-feira (26).

Quando questionado sobre a inclusão do programa de mísseis balísticos do Irã nas discussões, Takht-Ravanchi enfatizou que o “único tema” a ser abordado nas próximas conversas é a “questão nuclear”.

O diplomata ainda alertou que um possível ataque dos EUA ao Irã seria uma “verdadeira aposta” e teria repercussões em toda a região, garantindo que o Irã responderia “conforme nosso planejamento defensivo”.

Tensão crescente entre Irã e Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou a possibilidade de um ataque militar contra o Irã caso não haja um novo acordo nuclear que “seja justo para todas as partes”.

Trump mencionou ter enviado uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.

Por outro lado, autoridades iranianas rejeitaram a ideia de negociações sob pressão dos EUA. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que as conversas só poderão ocorrer “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”.

Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão preparadas para responder “de maneira imediata e poderosa” a qualquer agressão contra o território, espaço aéreo ou águas iranianas.

A escalada da tensão entre Irã e EUA começou no início deste ano, com a repressão a protestos antigovernamentais que eclodiram em resposta à inflação desenfreada no país. Durante as manifestações, um bloqueio de internet foi imposto, e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.

Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, declarou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o "início de uma guerra".


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