Irã diz que fechou Estreito de Ormuz e ameaça atacar navios
Irã fecha Estreito de Ormuz e ameaça navios
A recent escalada de tensões no Oriente Médio resultou em ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, resultando na morte de figuras proeminentes, incluindo o líder supremo Ali Khamenei e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad. Em resposta, o Irã prometeu vingança e lançou mísseis contra Israel e bases militares americanas, atingindo também aliados dos EUA na região.
O Guarda Revolucionária iraniano anunciou a destruição de uma base americana no Bahrein. Após a morte de Khamenei, um conselho interino, liderado pelo presidente Massoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni Eje, foi formado para governar o país. O novo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que um novo líder supremo será escolhido em breve.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que foi contatado pela nova liderança iraniana e expressou disposição para negociações. No entanto, enfatizou que a ofensiva americana pode se prolongar por quatro semanas ou mais, sem descartar o envio de tropas.
A presença de Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, como potencial líder de oposição, foi mencionada, mas Trump preferiu um líder que emergisse do próprio Irã. No Golfo Pérsico, empresas petrolíferas suspenderam operações no Estreito de Ormuz, que o Irã declarou fechado, o que pode gerar consequências econômicas globais.
O número de vítimas, segundo uma ONG, chega a cerca de 800, com a maioria no Irã.
ONG registra quase 800 mortes no Irã
A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano informou que o número de mortos no Irã aumentou para 787, incluindo 165 estudantes e funcionários, em um ataque a uma escola primária em Minab. Não está claro se essas cifras incluem baixas militares da Guarda Revolucionária.
Em Israel, as autoridades reportaram dez mortos, sendo a maior parte em um ataque com mísseis iranianos. No Líbano, quarenta pessoas morreram devido a ataques israelenses, enquanto seis soldados americanos foram mortos em um ataque no Kuwait.
Trump insiste que Israel não forçou os EUA a atacar o Irã
Trump negou que Israel tenha pressionado os EUA para os ataques, afirmando que a decisão foi sua para impedir um ataque iraniano iminente. Ele destacou a eficácia da ofensiva, mas expressou surpresa com os ataques iranianos a países vizinhos.
O secretário de Estado, Marco Rubio, contradisse Trump, afirmando que Israel tinha um plano que motivou os EUA a agir. Após as declarações de Trump, Rubio tentou moderar suas palavras, reiterando que a ação era necessária para impedir o Irã.
Ataques eliminam potenciais novos líderes iranianos
Trump declarou que os ataques eliminaram potenciais novos líderes iranianos e que uma nova ofensiva atingiu uma reunião crucial para a escolha da nova liderança. A mídia iraniana confirmou bombardeios na Assembleia dos Peritos, responsável por nomear o líder supremo.
O presidente americano destacou que as forças de defesa iranianas sofreram perdas significativas e não possuem mais marinha ou força aérea operacionais.
França envia porta-aviões ao Mediterrâneo
Em resposta ao conflito, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou o envio de um porta-aviões ao Mediterrâneo e reforços militares em Chipre. Ele destacou a necessidade de proteger interesses econômicos na região, especialmente em relação ao tráfego de petróleo.
Macron também criticou as operações militares dos EUA e Israel, afirmando que foram realizadas "fora do direito internacional", mas reconheceu a responsabilidade do Irã no conflito.
Críticas a ações israelenses no Líbano
Macron advertiu que uma operação terrestre de Israel no Líbano seria um erro estratégico e pediu respeito à integridade do território libanês. Ele também sublinhou que o Hezbollah cometeu um erro ao atacar Israel.
Trump descarta possibilidade de Pahlavi liderar novo regime
Trump afastou a possibilidade de Reza Pahlavi assumir a liderança do Irã, afirmando que prefere um líder popular que surja de dentro do país. Ele expressou preocupação de que uma mudança de regime não traga melhorias, mas sim a ascensão de um novo líder tão ruim quanto o anterior.
Aliados europeus reforçam defesa do Chipre
O governo de Chipre confirmou a chegada de reforços militares, incluindo sistemas antimísseis da França e helicópteros britânicos, após um ataque com drone iraniano em uma base britânica. A assistência visa garantir a segurança na região diante da escalada do conflito.
Trump ameaça cortar relações comerciais com a Espanha
Trump anunciou que cortaria relações comerciais com a Espanha por sua recusa em permitir o uso de bases para operações contra o Irã. Ele expressou descontentamento também com o Reino Unido por não apoiar mais a ofensiva.
Espanha defende sua posição
O governo espanhol defendeu sua decisão de não ceder bases para os EUA, enfatizando seu compromisso com o direito internacional e a paz. O primeiro-ministro Pedro Sánchez condenou a operação militar dos EUA e de Israel, alertando para suas consequências na ordem internacional.
← Voltar para as notícias