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Irã diz que 153 morreram em escola primária, e Israel afirma desconhecer operações na área

Irã reporta 153 mortos em ataque a escola, enquanto Israel nega operações na região

O governo do Irã anunciou que 153 pessoas perderam a vida após um ataque a uma escola feminina em Minab, no sul do país. O incidente ocorreu durante os ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no último sábado, 28 de fevereiro.

A informação foi divulgada pela agência de notícias Mizan, vinculada ao Judiciário iraniano, e pela Agência de Notícias da República Islâmica, também estatal.

Entretanto, as versões divergem. Um porta-voz das Forças de Defesa de Israel afirmou que não tinha conhecimento de operações na área. Ele acrescentou que os Estados Unidos estavam investigando o ocorrido.

Um oficial iraniano havia mencionado que a escola, situada a cerca de 600 metros da base da Guarda Revolucionária Islâmica, foi alvo de três ataques com mísseis. A BBC analisou vídeos do momento, que mostram fumaça saindo do prédio e pessoas se aglomerando nas proximidades, gritando.

A verificação do número de mortos de forma independente é complexa, uma vez que veículos de imprensa internacionais frequentemente enfrentam restrições de visto para o Irã, dificultando a coleta de informações.

Ataques resultam na morte de líderes iranianos

O aiatolá Ali Khamenei foi morto no primeiro dia dos bombardeios. A televisão estatal iraniana confirmou a morte do líder de 86 anos, que estava no poder há quase quatro décadas. Este óbito, em circunstâncias tão violentas, prenuncia um futuro incerto para o Irã e para a região, levantando questões sobre sua sucessão.

O governo decretou 40 dias de luto nacional e sete feriados, marcando um momento histórico para a nação islâmica. Como chefe de Estado e comandante-em-chefe das Forças Armadas, Khamenei exercia um poder imenso, incluindo o controle da Guarda Revolucionária Islâmica.

Sua influência também derivava do império financeiro conhecido como Setad, sob seu controle direto. Avaliado em bilhões de dólares, esse império investiu pesadamente na Guarda Revolucionária durante seu governo.

Khamenei não era um ditador absoluto, mas fazia parte de uma complexa rede de poder, podendo vetar políticas e escolher candidatos a cargos públicos.

Novo cenário após a morte de Khamenei

Com a morte do aiatolá, surgem questionamentos sobre quem assumirá o poder e como será escolhido seu sucessor.

Os novos ataques ao Irã ocorrem após semanas de negociações entre Washington e Teerã para um acordo sobre o programa nuclear iraniano. Em um pronunciamento no sábado, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã estava tentando reconstruir seu programa nuclear e desenvolvendo mísseis de longo alcance.

Trump garantiu que os EUA fariam com que a indústria de mísseis do Irã fosse destruída e "aniquilariam" sua Marinha, instando os iranianos a aproveitarem o momento para derrubar o regime clerical. Ele declarou que os membros das forças de segurança iranianas teriam "imunidade" se depusessem as armas, mas enfrentariam "morte certa" caso contrário.

O presidente israelense, Benjamin Netanyahu, reforçou que um "regime terrorista assassino" não deve possuir armas nucleares que possam ameaçar a humanidade, agradecendo a Trump por sua "liderança histórica".

Para o analista Jeremy Bowen, editor da BBC com vasta experiência no Oriente Médio, tanto Israel quanto os Estados Unidos acreditam que o regime iraniano está vulnerável, enfrentando uma grave crise econômica e as consequências da repressão a manifestantes. Eles consideram que esta é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada.


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