Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei
Irã confirma morte de Ali Khamenei
O Irã anunciou a morte do aiatolá Ali Khamenei, que liderou o país por quase quatro décadas, em uma ação conjunta entre Estados Unidos e Israel neste sábado, 28 de fevereiro de 2026.
De acordo com a agência estatal Fars, o líder supremo foi morto em um bombardeio em seu local de trabalho. O governo iraniano declarou 40 dias de luto nacional e classificou o ataque como um "crime", afirmando que isso "marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo".
Khamenei era conhecido por sua repressão à oposição e por manter uma postura hostil em relação a EUA e Israel.
A morte do aiatolá foi inicialmente confirmada pela agência Fars em seu perfil no Telegram, que afirmou que "o líder supremo da Revolução foi martirizado". O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que os ataques continuarão nos próximos dias.
O governo iraniano, liderado pelo presidente Masoud Pezeshkian, expressou profundo pesar pela perda e destacou a importância de Khamenei como um símbolo de resistência e fé. A nota oficial enfatizou que o ataque foi um ato covarde e refutou alegações sobre o líder estar escondido por medo de assassinato.
Os Guardas Revolucionários lamentaram a morte, prometendo continuar a luta pela visão de seu líder. A mídia estatal também afirmou que Khamenei estava em seu escritório quando foi atacado, desmentindo rumores sobre sua segurança.
Em resposta ao ataque, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, insinuou que Khamenei estava, de fato, morto e anunciou que forças israelenses tinham como alvo um complexo associado ao líder supremo.
Trump, em suas redes sociais, comemorou a morte, afirmando que era um passo em direção à paz no Oriente Médio e que a Guarda Revolucionária poderia se unir ao povo iraniano para recuperar a grandeza do país.
Histórico de Khamenei
Ali Khamenei, nascido em 1939 em Mashhad, se destacou desde jovem na oposição ao xá Reza Pahlavi e participou ativamente da revolução islâmica de 1979, que derrubou a monarquia. Ao longo de sua liderança, o Irã se tornou uma teocracia com forte repressão a dissidências e uma política externa agressiva contra Israel e os EUA.
Ele se tornou líder supremo em 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini, e acumulou poderes políticos e religiosos que o tornaram uma figura central nas decisões do país. Khamenei era um defensor da ideologia xiita, promovendo uma narrativa antiocidental que inclusivamente buscou a eliminação do Estado de Israel.
O aiatolá enfrentou diversas crises internas, incluindo protestos massivos, e sua popularidade caiu com o tempo devido a uma economia em dificuldades, agravada por sanções ocidentais e conflitos regionais.
Na manhã do ataque, um grande bombardeio resultou em 201 mortos e 747 feridos, com explosões em várias cidades iranianas. O Irã retaliou disparando mísseis contra Israel e atacando bases americanas no Oriente Médio, enquanto os EUA relataram danos mínimos em suas instalações.
O fechamento do Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo, e os apelos de Netanyahu à população iraniana para se levantar contra o regime marcam um novo capítulo nas tensões entre o Irã e seus adversários.
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