Alberto Feliz de Oliveira

Investigação do Banco Master deverá ficar no STF, decide Toffoli

Investigação do Banco Master ficará sob a jurisdição do STF, determina Toffoli

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira, 3 de outubro, que o prosseguimento da investigação relacionada ao banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios do Banco Master, dependerá da autorização da Corte.

Toffoli acatou o pedido da defesa de Vorcaro para que a investigação seja conduzida pelo STF, considerando a citação de um deputado federal que possui foro privilegiado.

Com a decisão, os próximos passos relacionados ao processo deverão ser analisados pelo ministro, ao invés da Justiça Federal em Brasília.

"Diante de investigação supostamente dirigida contra pessoas com foro por prerrogativa de função, conforme inclusive já noticiado pela mídia formal, fixada está a competência da corte constitucional", afirmou Toffoli.

O ministro também impôs a manutenção do sigilo do processo.

Vorcaro e outros envolvidos foram alvos da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal (PF), que investiga a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de aquisição da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), que é uma entidade pública vinculada ao governo do Distrito Federal. As fraudes podem totalizar até R$ 17 bilhões.

No dia 28 de novembro, a desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, concedeu um habeas corpus que resultou na liberação de Vorcaro, além dos ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira, Angelo Antonio Ribeiro da Silva e Augusto Ferreira Lima, um ex-sócio do banco.

Os liberados deverão usar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de atuar no setor financeiro, de manter contato com outros investigados e de deixar o país.

As informações são do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.


← Voltar para as notícias