Investigação aponta que PCC injetou R$ 8 bilhões em campanhas eleitorais de 2024
Investigação revela que PCC destinou R$ 8 bilhões a campanhas de 2024
Uma investigação realizada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público Estadual revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentou aproximadamente R$ 8 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro com o intuito de financiar campanhas eleitorais para as eleições municipais de 2024. O objetivo era infiltrar aliados em cargos públicos estratégicos, assegurando influência política e facilitando contratos fraudulentos.
De acordo com as autoridades, o esquema contava com a fintech ilegal 4TBank e outras 19 empresas de fachada, que serviam para ocultar a origem criminosa dos recursos e possibilitar o repasse a campanhas em localidades como Mogi das Cruzes, Ubatuba e Santo André. Vale ressaltar que o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel, ocorrido em 2002, permanece sem solução, e ao menos sete pessoas ligadas ao caso faleceram em circunstâncias suspeitas.
A investigação, cujos resultados foram apresentados na última segunda-feira (12), teve início em junho de 2023, após a prisão de Fabiana Lopes Manzini, esposa de Anderson Manzini, conhecido como “Gordo”, membro do PCC detido desde 2002. No celular de Fabiana, a polícia encontrou mensagens que indicavam o envolvimento de João Gabriel de Mello Yamawaki, primo de Anderson e considerado o principal operador financeiro da facção no esquema.
O Ministério Público informa que pelo menos três candidatos teriam sido diretamente favorecidos pelo financiamento do PCC. Os promotores afirmam que o plano da facção era expandir sua influência na política local, facilitando assim a realização de operações ilícitas por meio de contratos públicos.
Até o momento, 19 pessoas foram denunciadas por participação na organização criminosa, e as investigações seguem em andamento. As autoridades estão empenhadas em identificar novos beneficiários e desmantelar a estrutura financeira do grupo.
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