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Investidores aumentam interesse em reduzir alocação em ações após rali, diz pesquisa

Aumento do Interesse em Redução de Alocação em Ações

27/02/2026 14h21

Atualizado há 24 minutos

O Ibovespa apresentou um desempenho notável em 2026, com uma alta acumulada de quase 19% até fevereiro, alcançando a marca de 190 mil pontos. Este cenário impulsionou muitos investidores a aumentar sua alocação em ações. No entanto, uma pesquisa realizada pela XP, divulgada na quinta-feira (26), revelou que também cresceu a intenção de reduzir a exposição à renda variável nos próximos meses.

A porcentagem de clientes que planejam diminuir sua alocação em ações subiu para 9%, representando um aumento de 6 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Por outro lado, 33% dos investidores têm a intenção de aumentar sua participação na bolsa, um crescimento de 2 pontos. Já 58% afirmaram que não pretendem fazer mudanças, uma queda de 8 pontos.

Análise do Desempenho das Ações

Os dados da pesquisa mostram uma mudança nas faixas de alocação em ações. A porcentagem de carteiras com exposição de 0% a 10% caiu para 38%, uma redução de 6 pontos percentuais em comparação a janeiro. Em contrapartida, a faixa de 10% a 25% subiu para 48%, um aumento de 8 pontos percentuais.

Sobre o recente desempenho do mercado, 42% dos assessores afirmaram que as carteiras de seus clientes acompanharam a alta do índice, enquanto 32% relataram que seus clientes não aproveitaram o rali devido à baixa exposição à renda variável. Apenas 17% indicaram um desempenho superior ao índice.

Preferência pela Renda Fixa

Apesar do otimismo com a bolsa, a renda fixa continua sendo a classe de ativos mais procurada. O interesse por Tesouro Direto e produtos de renda fixa alcançou 75% em fevereiro, um aumento de 6 pontos percentuais.

O interesse por ações também cresceu, atingindo 46%, com um aumento de 6 pontos percentuais. Os fundos imobiliários apresentaram um leve recuo, marcando 39%, enquanto o interesse por ouro subiu para 16%. Os criptoativos mantiveram-se estáveis em 11%, mesmo com a significativa queda do Bitcoin (BTC) em fevereiro.

Riscos e Perspectivas

No que diz respeito aos investimentos internacionais, 39% dos respondentes mostraram interesse, um ligeiro aumento de 1 ponto percentual. Os ETFs foram os veículos preferidos, mencionados por 70% dos entrevistados, seguidos por BDRs e bonds.

Entre os riscos, a questão fiscal voltou a ser uma preocupação central. 47% dos investidores consideram os riscos fiscais no Brasil como o principal fator de apreensão em relação aos ativos domésticos, um aumento de 6 pontos percentuais em relação ao mês passado. A instabilidade política e os riscos geopolíticos também foram citados, com 30% e 10%, respectivamente.

Quando questionados sobre o que poderia aumentar o apetite por risco, 57% apontaram cortes de juros no Brasil como o principal catalisador. Mudanças na política econômica foram mencionadas por 43%, enquanto cortes de juros nos Estados Unidos e em outras partes do mundo foram citados por 18%.


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